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Destaques

REVIEW: LOVE, VICTOR - 1ª Temporada

Autor: Daniel Moreira
REVIEW LOVE, VICTOR - 1ª Temporada
Love, Victor é uma série original da Hulu (antigamente feita para o Disney+) que conta a história de Victor, um garoto que se mudou para Atlanta e é o mais novo aluno da Creekwood High School, onde vive uma jornada de adaptação e autodescoberta. A série que é uma sequência direta do filme de 2018 Com Amor, Simon, conta com participações especiais dos atores do filme além de ser referenciada em vários momentos, você não precisa assistir ao filme para entender a série, mas com toda certeza faz você ter uma experiência mais intimista.
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Todo o elenco da série foi muito bem escolhido e são peças chaves para contar uma história importante. Michael Cimino é um protagonista muito carismático que interpreta a jornada de autodescoberta com muita sensibilidade. Só quem é gay e tem uma família difícil de lidar, geralmente religiosa, sabe o quão longo e complexo é o processo de não querer gostar de homens a…

CRÍTICA: O RETORNO TRIUNFAL DA LADY GAGA AO POP COM O CHROMATICA

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Autor: Luca Alves
CRÍTICA: O RETORNO TRIUNFAL DA LADY GAGA AO POP COM O CHROMATICA
Nota: 4,5/5


A reinvenção constante e a necessidade de fugir da sua própria zona de conforto sem perder a sua essência são qualidades extremamente seletas dentro do meio artístico. São qualidades atingidas por poucos nomes na indústria, e cada vez mais afunilado fica o ranking de quem consegue realizar transições com tamanha naturalidade e qualidade como a Lady Gaga. Depois de se aventurar em gêneros mais remotos para a atualidade como o country, em dominância na bem-sucedida trilha sonora de Nasce Uma Estrela e no seu trabalho mais intimista e pessoal, o Joanne, e como o jazz, em dominância na esplendorosa parceria com o lendário Tony Bennett para o Cheek to Cheek, um álbum de covers, Lady Gaga retorna à suas raízes na música popular com o seu primeiro álbum inteiramente pop desde o ARTPOP, lançado em 2013, e essa é a sua redenção ao tão injustiçado álbum do milênio.

Chromatica é um planeta criado pela Lady Gaga para o seu sexto álbum solo. Em Chromatica nenhuma coisa é maior que outra, e é onde a gentileza reina. O álbum trabalha com referências visuais e sonoras dos anos oitenta, noventa e início dos anos 2000. Tudo é muito retrô e tem a cultura underground como mentor de um material mainstream. O Chromatica é o encontro do Disco e do House em um ambiente futurista, de estética distópica e de grandes elementos tecnológicos. Ele faz uma leve alusão ao The Fame, seu álbum de estréia, em suas influências às pistas de dança, mas com uma roupagem única e fora do comum que só a Lady Gaga poderia entregar. 


Lady Gaga abriu a era Chromatica em fevereiro com Stupid Love, depois de quase um mês e meio da música ter vazado inteira e em alta qualidade na internet. Apesar do empecilho, a música teve um desempenho caloroso nos charts atingindo a quinta posição no maior ranking comercial de música: a Billboard Hot 100. A música foi amplamente elogiada pela crítica especializada que aclamava o retorno da Lady Gaga às bases da música pop, pontuando bem as suas influências oitentistas e seu caráter atemporal que dava a música uma atmosfera atual.

O Chromatica conta com três nomes de peso nos créditos de suas colaborações: Ariana Grande, no segundo single, Rain On Me, BLACKPINK, na faixa Sour Candy, e Elton John, na faixa Sine From Above. São artistas de públicos e gerações distintas, mas com o propósito em comum de manter viva a música pop. São faixas fiéis ao álbum, de artistas que, embora sejam diferentes, não fugiram do propósito e da ambientalização do Chromatica, e esse, inclusive, é um dos pontos altos do álbum. Ele se mantém fiel às produções e às composições e cumpre com a descrição entregue pela Gaga durante o período de divulgação dele: "É um álbum para dançar as suas dores para bem longe". Ele herda parte do empoderamento e da autossuficiência em letras poderosas do Born This Way e trabalha bem com as batidas perfeitas que servem como escape da realidade, uma verdadeira viagem a Chromatica. 


Alice é a minha faixa favorita, e os vocais robóticos são apocalíptico. Eu dançava em uma enorme pista de dança imaginária no meu quanto quando caí em outra dimensão sem aviso prévio. Me senti Alice caindo em Wonderland. É uma produção levemente dramática que lembra os vocais robóticos de I Like It Rough do The Fame. 911 também é um faixa promissora. Acompanhada do Chromatica II, segundo interlúdio do álbum, a música é dona de uma transição incrível e de um dos melhores refrões do Chromatica. É viciante e de fácil associação, e seus vocais soam levemente robóticos, mas nada tão extremo quanto Alice. Também tem Babylon, a tão problemática Babylon, que fez todos esperar por um instrumental que flertava com a PC Music, mesmo instrumental utilizado no comercial da HAUS, mas que acabou se tornando o final perfeito para um álbum, trazendo esperança de dias melhores com o lema encorajador "lute pela sua vida" ecoado um coral no fundo de um enorme salão de uma discoteca. 

O Chromatica marca uma nova fase para a Lady Gaga, um novo auge e um novo capítulo na música pop escrito pelas mãos de um dos maiores atos do gênero. Como referência à Free Woman, quinta faixa do álbum, essa é a pista de dança pela qual ela lutou por anos, e que pertence a ela por direito, e que teve parte dela roubada no sua última tentativa de mostrar a sua arte na música pop. O retorno da Lady Gaga à música pop veio depois de provar aos leigos que a música pop nunca será "lowbrow" (de baixa intelectualidade), depois de ter conquistado feitos incríveis fora do mainstream, depois de ter mostrado grande parte do seu talento, o retorno da Lady Gaga à música pop é triunfal, e definitivamente o Chromatica será lembrado pela sua excelência dentro da música pop.

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