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Destaques

REVIEW THE MIDNIGHT GOSPEL - 1ª Temporada

Autor: Daniel Moreira
REVIEW THE MIDNIGHT GOSPEL - 1ª Temporada
Antes tarde do que nunca! Mais de 4 mês após o lançamento de The Midnight Gospel na Netflix eu finalmente fui assistir a essa viagem filosófica.  Talvez a minha nova smart TV gigantesta tenha contribuído para eu começar a apreciar os visuais psicodélicos e surreais do podcast, digo, do seriado.
Acompanhamos a história de Clancy, um podcaster que viaja através de um simulador de universos procurando boas histórias, cada episódio o nosso protagonista visita um mundo diferente e grava entrevistas para transmitir para quem quiser ouvir. Criada por Pendleton Ward de Hora de Aventura e Duncan Trussell, comediante e host do podcast  Duncan Trussell Family Hour, que serviu de inspiração e fonte direta para todos episódios.
O tema principal da série é a influência do apocalipse na vida das pessoas, quais são as reverberações que tal acontecimento gera, por isso, em cada episódio mostra o Clancy acompanhando o final de um mundo. Qu…

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?


Autor: Luca Alves

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Nota: 4/5



É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um viés mais realista sobre questões pessoais como o amor. O seu amadurecimento veio com um time de produtores capazes de criar algo totalmente novo do que ela já havia feito antes, fazendo uso das tendências dos anos setenta, oitenta e noventa por uma paleta sonora que vai desde o disco e funk ao synth-popnew wave exalando suas influências do ABBA, do Blondie, do Queen e do A-ha

O Future Nostalgia não tem as faixas que são destaques em relação as outras porque todas têm o seu charme e seguem o mesmo fio dentro da ideia que foi vendida sobre ele. O álbum cumpre com exatamente tudo que promete, e, por mais que seja digno de uma análise faixa por faixa, uma análise geral servirá como uma persuasão a fim de chegar a uma análise pessoal pela experiência própria de ouvir o álbum na íntegra. Antes de tudo, o Future Nostalgia é um álbum muito coeso e coerente, muito bem amarrado dentro das suas características e não existe a menor sombra de contradição rondando a sua aura. As minhas canções favoritas vão desde os singles Physical e Don't Start Now, que têm uma produção impecável e transpira as suas influências em instrumentais elaborados com suporte em materiais eruditos e uma atmosfera nostálgica do synth-pop dos anos 80, até as canções que eu aposto no potencial para single como Levitating e Hallucinate que trazem na sua raiz o balanço do funk e as batidas dos anos 90. Break My Heart, terceiro single do Future Nostalgia, e a faixa-título Future Nostalgia, single promocional do álbum, também são faixas dignas de nota. Em Break My Heart, a Dua traz novamente temas pessoais e se apoia em um sample de Another One Bites the Dust do Queen e em Future Nostalgia ela faz uma singela apresentação do material como um todo e às vezes traz vislumbres de I Like It Rough da Lady Gaga.

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As projeções da Dua Lipa na música pop ainda são incertas. Apesar de estar trazendo de volta o brilho da música pop, o papel de salvadora do gênero não parece uma ambição dela, mas uma consequência de um bom trabalho. É bom tomar cuidado com as projeções em cima de artistas promissores, mas sem estabilidade na industria porque da mesma forma que eles surgem, eles desaparecem por não corresponderem às expectativas criadas pelo público. Na faixa-título, Future Nostalgia, ela deixa claro que suas intenções não é se tornar atemporal, mas mudar o jogo. Dizer agora como o Future Nostalgia vai envelhecer é um pouco arriscado porque está havendo uma supersaturação no mercado dos anos 80 e a temática pode ficar cansativa nos próximos anos. O Future Nostalgia é uma ode aos velhos tempo se uma saudação aos novos tempos. Para tanto, ela trabalhou com produtores que estão familiarizado com a temática, como Jeff Bhasker, produtor de Uptown Funk do Mark Ronson, e com o Stuart Price, produtor do Confession on a Dance Floor da Madonna. São dois trabalhos amplamente conhecidos e de impacto significativo na indústria, e buscar eles para a produção de um álbum parece uma maneira inteligente de replicar uma fórmula de sucesso. Além deles, no Future Nostalgia, Dua Lipa também trabalhou com Julia Michaels, Emily Warren e Andrew Watt que têm em seus catálogos inúmeros hits como Lose You to Love Me da Selena Gomez, Don't Let Me Down do The Chainsmokers e Havana da Camila Cabello. Ou seja, uma equipe de peso.

A recepção do álbum pela crítica foi calorosa marcando 89 pontos no Metacritic, no entanto a recepção do público foi morna vendendo 66 mil cópias em território americano na primeira semana, atingindo o pico da Dua Lipa nos charts americanos de álbum com a estreia em quarto lugar na Billboard 200. O carro-chefe Don't Start Now atingiu o pico do single e da carreira da Dua Lipa de segundo lugar na Billboard hot 100 barrado por The Box do Roddy Ricch e com uma pequena margem para do topo da parada.

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