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CRÍTICA: O RETORNO TRIUNFAL DA LADY GAGA AO POP COM O CHROMATICA

Autor: Luca Alves CRÍTICA: O RETORNO TRIUNFAL DA LADY GAGA AO POP COM O CHROMATICA Nota: 4,5/5

A reinvenção constante e a necessidade de fugir da sua própria zona de conforto sem perder a sua essência são qualidades extremamente seletas dentro do meio artístico. São qualidades atingidas por poucos nomes na indústria, e cada vez mais afunilado fica o ranking de quem consegue realizar transições com tamanha naturalidade e qualidade como a Lady Gaga. Depois de se aventurar em gêneros mais remotos para a atualidade como o country, em dominância na bem-sucedida trilha sonora de Nasce Uma Estrela e no seu trabalho mais intimista e pessoal, o Joanne, e como o jazz, em dominância na esplendorosa parceria com o lendário Tony Bennett para o Cheek to Cheek, um álbum de covers, Lady Gaga retorna à suas raízes na música popular com o seu primeiro álbum inteiramente pop desde o ARTPOP, lançado em 2013, e essa é a sua redenção ao tão injustiçado álbum do milênio.
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CRÍTICA: 111: UMA BAGUNÇA ORQUESTRADA POR PABLLO VITTAR



Autor: Luca Alves

CRÍTICA: 111: UMA BAGUNÇA ORQUESTRADA POR PABLLO VITTAR

Nota: 2,5/5

A ideia de simular uma playlist para uma festa, conceito que anda por de trás do álbum que leva no título a data de aniversário da Pabllo Vittar, é muito teórica, pois, na prática, o álbum parece uma bagunça, uma grande mistura de gêneros e vozes, e, pelo menos para mim, a última associação que é feita é com uma playlist, visto que as minhas playlists são temáticas e bem organizadas. Faria muito mais sentido se as nove faixas contidas no álbum fossem lançadas como singles avulsos - o que não significa que as nove faixas do álbum tenham potencial para single. O 111 é um trabalho de teste comercial para novos públicos e novos mercados, é o álbum mais bem-sucedido da Pabllo desde o seu álbum de estréia, Vai Passar Mal, então, embora a qualidade do 111 não tenha acompanhado o nível dos seus dois primeiros trabalhos, o objetivo principal, que era ir além da fronteira nacional, foi alcançado. É um álbum trilíngue que atira para todos os lados, divido em duas partes, sendo a primeira perfeitamente organizada enquanto que a segunda foi um descaso com faixas que poderiam ter tido desempenho tão bom quanto Amor de Que e Parabéns.

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O 111 é um álbum muito curto, com uma média de 2 minutos e meio por faixa, totalizando 22 minutos nas nove músicas, e caminha por muitos, muitos, muitos gêneros. O carro-chefe, Flash Pose, que foi lançado em julho de 2019, é uma parceria com a Charli XCX, a terceira parceria entre as artistas, e explora referências do estilo vogue e do gênero eletropop como vertende do dance. Flash Pose marca a estréia da Pabllo Vittar nas paradas mundiais, é uma canção inteiramente em inglês, e a primeira da artista no idioma. É uma canção nostálgica que usa das tendencias saudosistas deste fim de década e traz vislumbres do summer eletrohits na sua produção. Parabéns, segundo single da era 111, lançado no dia do aniversário da Pabllo Vittar, 1/11, é uma parceria da cantora com o Psirico e foi um dos hits do carnaval 2020. A música explora o gênero em alta brega funk e teve a cena roubada pelo single sucessor: Amor de Que. Amor de Que é a primeira faixa solo da Pabllo Vittar na sua sequência de singles lançados, e de longe é a melhor música do 111. A música é uma harmonização do forró em instrumentos tradicionais e moderno que abrange desde um sax na intro, no outro e na transição do primeiro refrão, trompetes nas introduções do refrão e alguns sintetizadores típicos da música pop. É uma música de letra controvérsia, porém justa e honesta em uma análise desprendida de tabus. Amor de Que marca o melhor desempenho em estabilidade da Pabllo Vittar no Spotify e Youtube. Durante o carnaval ela ganhou duas novas versões, uma marchinha e outra brega funk, e marcou o segundo hit do carnaval da cantora - os primeiros desde Todo Dia em 2017.

Ponte Perra, canção que fecha a primeira parte do 111, é mais uma estréia da Pabllo Vittar em música inteiramente em outro idioma. Ela é cantada em espanhol, mas, diferente de Flash Pose, ela não é a única canção do álbum na língua. No 111, ela tem mais duas faixas em espanhol, uma delas, Tímida, parceria com Thalia, é a única faixa de bom gosto no idioma no álbum. Ponte Perra é uma canção introdutória e serve como um grande filler do álbum. A canção recebe leves influências da PC Music e clama pela união através da música em sua letra. Tímida e Salvaje são canções em espanhol com mesclagens em inglês. Salvaje soa como um filler para mim, mas não chega a ser um skip (faixa que feita para pular por não conseguir contemplá-la por muito tempo) como Ponte Perra. É uma música com mais altos do que baixos, e só por abusar dos excessos de "Qué?", ela faz toda a beleza da sua produção lírica desaparecer. Ela passa de uma balada com um significado empoderador para um empoderamento vazio cheio de repetições cansativas.

Canções dignas de nota: aposto que Clima Quente teria sido um hit no carnaval se não fosse a parceria com a Coca Cola que restringiu a música à compra dos seus produtos fazendo com que a canção perdesse muita força nos streams com os vazamentos do link por toda a internet. Acredito que se não fosse por este fator, a música teria tido a mesma atenção nos streams que Parabéns e Amor de Que, pois Clima Quente é uma música extremamente contagiante e com uma atmosfera acolhedora, vou no céu e volto com a assinatura da Pabllo Vittar na intro - Vittaaaaaar - e me acabo dançando ao som da batida com fortes influências do technomelody. Rajadão também é outra canção muito boa, com exceção da batida pós-refrão, que não sei se combinou muito bem com a letra da música. É uma canção com claras influências da música gospel, mas que migra para um batidão eletrônico que lembra bastante a ambientalização de uma rave. São dois opostos muito extremos, mas Rajadão ainda tem uma letra poderosa e às vezes necessária.

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