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Destaques

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

SELENA GOMEZ É ARTISTA?

selena gomez é artista?


Autor: Luca Alves

SELENA GOMEZ É ARTISTA?


Não muito raro, nos fóruns de internet, por onde é conhecida como a cantora que não canta, o talento e as projeções artísticas de Selena Gomez são postos em questionamento com uma certa frequência pelos internautas. Não muito difícil de entender de vêm as dúvidas sobre o real comprometimento da cantora com as artes, as respostas para tais questionamentos podem estar ligadas a algo estrutural - como a comparação entre ela e outras cantoras - e o próprio ser Selena Gomez e fatores mais específico sobre a sua vida pessoal e péssimas escolhas na sua vida profissional. 

Selena Gomez estreou no meio artístico no programa infantil Barney e Seus Amigos aos sete anos de idade, fez participação em Zack e Cody e Hannah Montana, mas só tomou notoriedade interpretando Alex Russo no seriado vencedor do Emmy Os Feiticeiros de Waverly Place. Durante o período em que esteve atuando para a Disney, Selena deu início a sua carreira musical com o lançamento de Cruella de Vil para a trilha sonora do clássico 1001 Dálmatas, atuou no seu primeiro filme, o Um Outro Conto da Nova Cinderela, teve sua estréia no cinema com Ramona e Beezus e lançou alguns álbuns dos quais não teve muita participação no processo de composição. 

De 2012 para cá, Selena Gomez não teve a sorte de ter tido um papel de destaque no cinema e na televisão. Em 2012 ela deu voz à personagem Mavis do Hotel Transilvânia com a nota mediana de 47 pela crítica especializada do Metacritic, atuou ao lado de James Franco e Vanessa Hudgens no Spring Breakers, que, apesar da nota verde, só serviu para chocar o público infantil dela com as cenas de biquíni (veja só), recebeu indicação ao Framboesa de Ouro pelo vermelhíssimo (22) Getaway, mas perdeu para Tyler Perry na categoria de Pior Atriz do ano de 2014, atuou no In Dubious Battle, mais um filme de nota mediana pelo Metacritic, mais outro amarelo em The Fundamentals of Caring, produziu o a vermelha 13 Reasons Why, esteve em The Dead Don't Die, mais outro filme de avaliação mediana, e por fim mais um vermelho para a coleção com o Dolittle protagonizado pelo Robert Downey Jr.

Em 2015, as coisas pareciam mudar para Selena Gomez. Com o fim de seu contrato com a Hollywood Records, Selena Gomez lança seu segundo álbum solo pela Interscope Records. Revival é o seu primeiro material de avaliação positiva pela crítica especializada. O álbum leva nota 74 (!!!) no Metacritic, foi aclamado pelos maiores veículos de comunicação como a Rolling Stones e recebeu bastantes apostas para indicação ao Grammy - o que infelizmente não rolou. Neste novo momento, Selena Gomez tem maior participação no processo de composição de suas músicas e melhor pavimenta a sua identidade visual com vídeo mais elaborados e performances mais maduras - o que compensa a sua falta de excelência vocal.

Mas como em um casamento arranjado, Selena Gomez não parecia estar tão satisfeita com a música e só entregaria o sucessor do Revival quase 5 anos depois. Nesse período, Selena lançou alguns trabalhos avulsos que tiveram recepção calorosa por parte da crítica, Bad Liar foi uma das canções mais bem avaliadas pelos críticos no ano de 2017, teve algumas complicações em decorrência do lúpus e na medida que o tempo distanciava o lançamento do terceiro álbum de estúdio da Selena do Revival, a demanda só aumentava.

2019 veio com o processo de lançamento do terceiro álbum de estúdio da Selena Gomez. Com o vislumbre de mudança em 2015 com o Revival, as coisas pareciam se concretizar e meio que se concretizaram. Em outubro, Selena lançou a sua música mais bem-sucedida nos charts americanos: Lose You To Love Me. A balada que conta o processo de superação de um intenso relacionamento tóxico atingiu o topo da Billboard hot 100 e era a primeira vez que a Selena atingia o topo da parada. A música incrivelmente esteve estável no top 10, recebeu inúmeras críticas positivas dos maiores veículos de comunicação americanos e novamente cresceram as apostas para indicação ao Grammy. Seguindo os lançamentos de 2019, em janeiro de 2020, Selena Gomez lançou o Rare que, superando a nota do Revival, recebeu 76 no Metacritic. Era a sua segunda avaliação positiva pela crítica especializada. No entanto, Rare não veio acompanhar o sucesso comercial do Revival pelo pouco caso da Selena em relação ao álbum.

Em concomitância ao sucesso e aclamação de sua carreira musical, Selena Gomez fracassava em projetos vazios e de péssimo gosto no cinema e na televisão. Durante o período de lançamento e de divulgação do Revival, dos singles avulsos e do Rare, Selena esteve em projetos de pouca aceitação da crítica e do público como 13 Reasons Why, The Dead Don't Die e Dolittle. Selena tinha tudo para dar continuação ao processo de autodestaque na indústria fonográfica com o Rare depois do Revival, poderia fazer do Rare o seu álbum da carreira, mas depois da desastrosa performance de Lose You to Love Me no American Music Awards em novembro de 2019, antes mesmo de ela lançar o seu terceiro álbum de estúdio, ela já havia desistido dele. O que é triste por inúmeros fatores. É triste pela situação. Selena sabe que não tem a melhor voz da indústria, e estar longe dos palcos por muito tempo só aumentou o nervosismo de cantar novamente. Boatos que antes de se apresentar no AMA, ela teve crise de pânico. São nesses momentos mais humanos, de fraquezas e falhas que surgem as comparações com as ex-acts (Ariana Grande, Demi Lovato e Miley Cyrus) que tem maior controle vocal. Selena vira alvo de comparações e perde toda a credibilidade de artista - e consequentemente perde também a confiança em sua arte, e mais uma vez ela volta a ser uma subcelebridade do instagram, de feitos e recordes na internet.

Mas, afinal, Selena é ou não é artista? Selena Gomez é artista, mas talvez ela não saiba disso ainda. Ela ainda não teve a oportunidade de se encontrar nas artes, e a falta de uma equipe que a oriente tem forte impacto em suas péssimas escolhas. Ela tem uma carreira promissora como cantora e não é de toda uma atriz ruim, ela só precisa saber escolher bem os projetos que trabalha e as pessoas com quem trabalha para o reconhecimento vir.

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