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CRÍTICA: O RETORNO TRIUNFAL DA LADY GAGA AO POP COM O CHROMATICA

Autor: Luca Alves CRÍTICA: O RETORNO TRIUNFAL DA LADY GAGA AO POP COM O CHROMATICA Nota: 4,5/5

A reinvenção constante e a necessidade de fugir da sua própria zona de conforto sem perder a sua essência são qualidades extremamente seletas dentro do meio artístico. São qualidades atingidas por poucos nomes na indústria, e cada vez mais afunilado fica o ranking de quem consegue realizar transições com tamanha naturalidade e qualidade como a Lady Gaga. Depois de se aventurar em gêneros mais remotos para a atualidade como o country, em dominância na bem-sucedida trilha sonora de Nasce Uma Estrela e no seu trabalho mais intimista e pessoal, o Joanne, e como o jazz, em dominância na esplendorosa parceria com o lendário Tony Bennett para o Cheek to Cheek, um álbum de covers, Lady Gaga retorna à suas raízes na música popular com o seu primeiro álbum inteiramente pop desde o ARTPOP, lançado em 2013, e essa é a sua redenção ao tão injustiçado álbum do milênio.
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After Hours: um banquete de pensamentos sombrios

crítica after hours the weeknd

Autor: Luca Alves

After Hours: um banquete de pensamentos sombrios

Nota: 3/5

Uma seita em celebração à solitude de uma constante sensação de perda e encontro de si mesmo no emaranhado de sentimentos de um possível luto necessário para um fim de relacionamento. As bases para esta definição está na lírica carregada de arrependimentos e nos intensos e frequentes sintetizadores presentes no After Hours que de maneira crescente causam sensações semelhantes ao suspense e à ansiedade da escuridão do vazio na vida noturna de uma grande metrópole como bem ilustra Blinding Lights. É um álbum denso, mas repetitivo, com exceção de algumas canções que figuram o seu auge. Ele é tendencioso, sensacionalista e até um pouco cansativo se levarmos os fillers tão a sério. Ele é uma perfeita chamada ao cerne dramático da discografia do The Weeknd, um convite aberto a um banquete gourmetizado de pensamentos sombrios e a necessidade de estar envolto em negatividade porque é a coisa do momento.

Com apoio majoritário no trap, o álbum tem duas aberturas e uma dualidade. Ele trabalha na crista das tendencias e também experimenta novos caminhos dentro de uma gama que alcança bem o synth-pop. O carro chefe e a primeira faixa têm bastantes semelhanças e são pouco conectas com o público de maneira universal. Com os anos, podemos ver o crescimento monstruoso do garoto estrelar, e suas conquistas, desde os seus três Grammys, inúmeros hits e indicação ao Oscar, fizeram seu nome na indústria, e com a hype para um ótimo desempenho comercial de retorno, Heartless fez a sua estréia direto no topo da parada de singles da Billboard e garantiu o quinto topo para o The Weeknd. É uma faixa eletrizante, mas que lembra bastante tudo que está em alta no mercado hoje em dia e até me arriscaria dizer que existe uma leve semelhança com Roxanne do Arizona Zervas. Desde o carro-chefe até as faixas menos promocionais, ele está constantemente mencionando a morte, o uso de drogas, excesso de sexo, a falta de alguém que o entenda, 'estou sozinho', 'não tenho coração', "sem fé e esperança". Como dito antes: um banquete gourmetizado de pensamentos sombrios e necessidade de estar envolto em negatividade porque é a coisa do momento.

Tudo o que o synth-pop toca e não deixa o trap reinar é o que eu chamo de auge do After Hours. Fortes influencias dos anos oitenta traz vislumbres do A-ha em Blinding Lights e In Your Eyes que são as melhores canções do álbum. Scared to Live, outra das minhas favoritas, apesar de não conter tantas influencias oitentistas, carrega um sample de Your Song do Elton John e é a balada de batidas intensas e dona da lírica mais honesta e pessoal do álbum. É um exercício de explanação de coração aberto sobre o seu romance com a Bella Hadid e neste exercício ele lança mão da imparcialidade para que ela tenha o protagonismo da razão. Faith é o auge do uso de sintetizadores no álbum e, diferente de como ocorre em Scared to Live, em trechos soltos e sem muita similaridade sonora, a canção referencia Losing My Religion do R.E.M., Purple Rain do Prince e tem um vasto background direcionado ao uso de drogas - e provavelmente morrer disso - e a falta de fé na vida e no amor. Save Your Tears foge bastante da atmosfera do álbum. Ela tem um apelo maior do house, apesar de não perder suas características synth. Ela soa mais como um filler, mas diferente dos fillers de maior influência do trap, ele é um filler passável.

O álbum recebe nota 82 pela crítica especializada do Metacritic, e se possível eu deixaria essa nota com uma dezena a menos. O After Hours é um bom álbum, mas acredito na superestimação dele. É notória uma leve mudança de um álbum para outro, mas no geral, The Weeknd continua fazendo o mesmo som e seguindo tendências. O álbum estreou direto ao topo da Billboard 200 com 444 mil cópias comercializadas em território americano e marcou o segundo topo da era e o sexto da carreira do The Weeknd na Billboard hot 100 com Blinding Lights.

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