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Destaques

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

perdi meu corpo oscar

Autor: Luca Alves

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

Nota: 7

J'ai Perdu Mon Corps, traduzido como Perdi Meu Corpo, exibe algumas narrativas que se fundem - com toda a leveza e graça de quem sabe roteirizar - na medida que alguns fatos são esclarecidos pela própria necessidade de descoberta e exposição da personagem principal pelo contexto vividos por ela no filme. Naoufel é uma criança com futuro promissor; ele sonha em ser astronauta e pianista, mas termina não sendo nada que achou que um dia seria. Adulto, Naoufel, que perdeu os pais ainda criança em um acidente de carro, vive a infelicidade de não ser bom em nada, vive às custas de um tio e um primo que não o trazem o sentimento de acolhimento familiar e trabalha como entregador de pizza para alguém que faz questão de lembrá-lo todos os dias de que ele não é bom no que faz. As coisas mudam quando, num atraso rotineiro, ele conhece Gabrielly, cliente do estabelecimento para o qual ele trabalha.

Perdi Meu Corpo é uma animação híbrida dentro da sua pluralidade cultural de caráter universal - o que pode explicar sua indicação ao Oscar deste ano. Ela é ambientalizada na França, mas carrega resquícios culturais estadunidenses, talvez pelo apelo cultural local tão necessário para as premiações americanas e de forte influência dos Estados Unidos. Dentro disso, a ambientalização do Perdi Meu Corpo remete aos animes sombrios de atmosfera nebulosas que trazem personagens deslocados socialmente no protagonismo de suas histórias, como em Another. É uma história triste, e o mundo está cheio de histórias tristes, e no processo de proliferação da autodepreciação como consequência do vazio cultural do século XXI, é comum que tenha uma boa recepção mundial pelo o sentimento de representatividade na história.

Perdi Meu Corpo foi estreado no Festival de Cannes de 2019 com ampla recepção pela crítica especializada com nota 80 pelo Metacritic e 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, e uma parte significativa dessa aprovação pode ter ligação com o roteiro, como já mencionado, que é o ponto forte do filme - o que me fez pensar no quão ruim deve estar a história de Frozen II, que eu não vi ainda, mas tenho lido algumas reclamações que buscam justificar a não indicação na categoria Melhor Animação no Oscar 2020. Perdi Meu Corpo não tem a excelência gráfica que Frozen II e Toy Story 4 têm, mas tem uma boa história para contar. E isso foi o suficiente para ser lembrado pelo seu caráter histórico e documental dentro da perspectiva clássica.

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