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Destaques

REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

perdi meu corpo oscar

Autor: Luca Alves

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

Nota: 7

J'ai Perdu Mon Corps, traduzido como Perdi Meu Corpo, exibe algumas narrativas que se fundem - com toda a leveza e graça de quem sabe roteirizar - na medida que alguns fatos são esclarecidos pela própria necessidade de descoberta e exposição da personagem principal pelo contexto vividos por ela no filme. Naoufel é uma criança com futuro promissor; ele sonha em ser astronauta e pianista, mas termina não sendo nada que achou que um dia seria. Adulto, Naoufel, que perdeu os pais ainda criança em um acidente de carro, vive a infelicidade de não ser bom em nada, vive às custas de um tio e um primo que não o trazem o sentimento de acolhimento familiar e trabalha como entregador de pizza para alguém que faz questão de lembrá-lo todos os dias de que ele não é bom no que faz. As coisas mudam quando, num atraso rotineiro, ele conhece Gabrielly, cliente do estabelecimento para o qual ele trabalha.

Perdi Meu Corpo é uma animação híbrida dentro da sua pluralidade cultural de caráter universal - o que pode explicar sua indicação ao Oscar deste ano. Ela é ambientalizada na França, mas carrega resquícios culturais estadunidenses, talvez pelo apelo cultural local tão necessário para as premiações americanas e de forte influência dos Estados Unidos. Dentro disso, a ambientalização do Perdi Meu Corpo remete aos animes sombrios de atmosfera nebulosas que trazem personagens deslocados socialmente no protagonismo de suas histórias, como em Another. É uma história triste, e o mundo está cheio de histórias tristes, e no processo de proliferação da autodepreciação como consequência do vazio cultural do século XXI, é comum que tenha uma boa recepção mundial pelo o sentimento de representatividade na história.

Perdi Meu Corpo foi estreado no Festival de Cannes de 2019 com ampla recepção pela crítica especializada com nota 80 pelo Metacritic e 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, e uma parte significativa dessa aprovação pode ter ligação com o roteiro, como já mencionado, que é o ponto forte do filme - o que me fez pensar no quão ruim deve estar a história de Frozen II, que eu não vi ainda, mas tenho lido algumas reclamações que buscam justificar a não indicação na categoria Melhor Animação no Oscar 2020. Perdi Meu Corpo não tem a excelência gráfica que Frozen II e Toy Story 4 têm, mas tem uma boa história para contar. E isso foi o suficiente para ser lembrado pelo seu caráter histórico e documental dentro da perspectiva clássica.

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