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Destaques

Review Aves de Rapina - O Filme da Arlequina

Autor: Daniel Moreira
Review Aves de Rapina - O Filme da Arlequina

Quando se trata dos filmes da DC sempre ficamos com um pé atrás. Às vezes a gente tem boas surpresas, mas quando olhamos o histórico de lançamentos, a empresa sempre deixa a desejar. No entanto, é a DC que sempre ganha prêmios importantes e levanta discussões calorosas sobre assuntos relevantes, tudo isso devido a experimentação. 
Aves de Rapina e a Emancipação Fantabulosa de uma Arlequina conta a história de como a doutora Quinzel se tornou a protagonista de sua história. Depois de terminar um relacionamento extremamente abusivo com o Coringa, ela se vê desamparada e sem ter um propósito. Agora sem a proteção de ser a companheira do palhaço mais famoso de Gotham, vários vilões querem acertar as contas com ela.  A Margot Robbie que também é produtora do filme nasceu para esse papel, ela traz uma leveza, uma inocência e uma maldade pra personagem única. Nessa história a gente pode acompanhar melhor como é um dia na vid…

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

perdi meu corpo oscar

Autor: Luca Alves

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

Nota: 7

J'ai Perdu Mon Corps, traduzido como Perdi Meu Corpo, exibe algumas narrativas que se fundem - com toda a leveza e graça de quem sabe roteirizar - na medida que alguns fatos são esclarecidos pela própria necessidade de descoberta e exposição da personagem principal pelo contexto vividos por ela no filme. Naoufel é uma criança com futuro promissor; ele sonha em ser astronauta e pianista, mas termina não sendo nada que achou que um dia seria. Adulto, Naoufel, que perdeu os pais ainda criança em um acidente de carro, vive a infelicidade de não ser bom em nada, vive às custas de um tio e um primo que não o trazem o sentimento de acolhimento familiar e trabalha como entregador de pizza para alguém que faz questão de lembrá-lo todos os dias de que ele não é bom no que faz. As coisas mudam quando, num atraso rotineiro, ele conhece Gabrielly, cliente do estabelecimento para o qual ele trabalha.

Perdi Meu Corpo é uma animação híbrida dentro da sua pluralidade cultural de caráter universal - o que pode explicar sua indicação ao Oscar deste ano. Ela é ambientalizada na França, mas carrega resquícios culturais estadunidenses, talvez pelo apelo cultural local tão necessário para as premiações americanas e de forte influência dos Estados Unidos. Dentro disso, a ambientalização do Perdi Meu Corpo remete aos animes sombrios de atmosfera nebulosas que trazem personagens deslocados socialmente no protagonismo de suas histórias, como em Another. É uma história triste, e o mundo está cheio de histórias tristes, e no processo de proliferação da autodepreciação como consequência do vazio cultural do século XXI, é comum que tenha uma boa recepção mundial pelo o sentimento de representatividade na história.

Perdi Meu Corpo foi estreado no Festival de Cannes de 2019 com ampla recepção pela crítica especializada com nota 80 pelo Metacritic e 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, e uma parte significativa dessa aprovação pode ter ligação com o roteiro, como já mencionado, que é o ponto forte do filme - o que me fez pensar no quão ruim deve estar a história de Frozen II, que eu não vi ainda, mas tenho lido algumas reclamações que buscam justificar a não indicação na categoria Melhor Animação no Oscar 2020. Perdi Meu Corpo não tem a excelência gráfica que Frozen II e Toy Story 4 têm, mas tem uma boa história para contar. E isso foi o suficiente para ser lembrado pelo seu caráter histórico e documental dentro da perspectiva clássica.

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