Pular para o conteúdo principal

Destaques

REVIEW: LOVE, VICTOR - 1ª Temporada

Autor: Daniel Moreira
REVIEW LOVE, VICTOR - 1ª Temporada
Love, Victor é uma série original da Hulu (antigamente feita para o Disney+) que conta a história de Victor, um garoto que se mudou para Atlanta e é o mais novo aluno da Creekwood High School, onde vive uma jornada de adaptação e autodescoberta. A série que é uma sequência direta do filme de 2018 Com Amor, Simon, conta com participações especiais dos atores do filme além de ser referenciada em vários momentos, você não precisa assistir ao filme para entender a série, mas com toda certeza faz você ter uma experiência mais intimista.
LEIA TAMBÉM: REVIEW COM AMOR, SIMON
Todo o elenco da série foi muito bem escolhido e são peças chaves para contar uma história importante. Michael Cimino é um protagonista muito carismático que interpreta a jornada de autodescoberta com muita sensibilidade. Só quem é gay e tem uma família difícil de lidar, geralmente religiosa, sabe o quão longo e complexo é o processo de não querer gostar de homens a…

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

perdi meu corpo oscar

Autor: Luca Alves

Triste Representatividade em Perdi Meu Corpo

Nota: 7

J'ai Perdu Mon Corps, traduzido como Perdi Meu Corpo, exibe algumas narrativas que se fundem - com toda a leveza e graça de quem sabe roteirizar - na medida que alguns fatos são esclarecidos pela própria necessidade de descoberta e exposição da personagem principal pelo contexto vividos por ela no filme. Naoufel é uma criança com futuro promissor; ele sonha em ser astronauta e pianista, mas termina não sendo nada que achou que um dia seria. Adulto, Naoufel, que perdeu os pais ainda criança em um acidente de carro, vive a infelicidade de não ser bom em nada, vive às custas de um tio e um primo que não o trazem o sentimento de acolhimento familiar e trabalha como entregador de pizza para alguém que faz questão de lembrá-lo todos os dias de que ele não é bom no que faz. As coisas mudam quando, num atraso rotineiro, ele conhece Gabrielly, cliente do estabelecimento para o qual ele trabalha.

Perdi Meu Corpo é uma animação híbrida dentro da sua pluralidade cultural de caráter universal - o que pode explicar sua indicação ao Oscar deste ano. Ela é ambientalizada na França, mas carrega resquícios culturais estadunidenses, talvez pelo apelo cultural local tão necessário para as premiações americanas e de forte influência dos Estados Unidos. Dentro disso, a ambientalização do Perdi Meu Corpo remete aos animes sombrios de atmosfera nebulosas que trazem personagens deslocados socialmente no protagonismo de suas histórias, como em Another. É uma história triste, e o mundo está cheio de histórias tristes, e no processo de proliferação da autodepreciação como consequência do vazio cultural do século XXI, é comum que tenha uma boa recepção mundial pelo o sentimento de representatividade na história.

Perdi Meu Corpo foi estreado no Festival de Cannes de 2019 com ampla recepção pela crítica especializada com nota 80 pelo Metacritic e 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, e uma parte significativa dessa aprovação pode ter ligação com o roteiro, como já mencionado, que é o ponto forte do filme - o que me fez pensar no quão ruim deve estar a história de Frozen II, que eu não vi ainda, mas tenho lido algumas reclamações que buscam justificar a não indicação na categoria Melhor Animação no Oscar 2020. Perdi Meu Corpo não tem a excelência gráfica que Frozen II e Toy Story 4 têm, mas tem uma boa história para contar. E isso foi o suficiente para ser lembrado pelo seu caráter histórico e documental dentro da perspectiva clássica.

Minhas Redes Sociais:

Comentários

Postagens mais visitadas