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Destaques

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

Review Aves de Rapina - O Filme da Arlequina


aves de rapina arlequina
Pôster do Filme


Review Aves de Rapina - O Filme da Arlequina



Quando se trata dos filmes da DC sempre ficamos com um pé atrás. Às vezes a gente tem boas surpresas, mas quando olhamos o histórico de lançamentos, a empresa sempre deixa a desejar. No entanto, é a DC que sempre ganha prêmios importantes e levanta discussões calorosas sobre assuntos relevantes, tudo isso devido a experimentação. 

Aves de Rapina e a Emancipação Fantabulosa de uma Arlequina conta a história de como a doutora Quinzel se tornou a protagonista de sua história. Depois de terminar um relacionamento extremamente abusivo com o Coringa, ela se vê desamparada e sem ter um propósito. Agora sem a proteção de ser a companheira do palhaço mais famoso de Gotham, vários vilões querem acertar as contas com ela.  A Margot Robbie que também é produtora do filme nasceu para esse papel, ela traz uma leveza, uma inocência e uma maldade pra personagem única. Nessa história a gente pode acompanhar melhor como é um dia na vida da Arlequina e é muito bom ver como ela encara os problemas que vão surgindo, e o melhor de tudo, superar um relacionamento que só fez mal a ela.
As roupas da Arlequina são as melhores. Poder ver Gotham, que sempre é retratada como uma cidade suja e sombria, pelos olhos dela é um diferencial. É algo super notável como as mulheres não são sexualizadas por suas roupas, uma diferença gigantesca no guarda roupa da arlequina em relação a sua primeira aparição nos cinemas. Isso só mostra como é possível ter figurinos incríveis sem precisar mostrar o corpo. Todo o filme é contado na perspectiva dela, e como ela às vezes não bate bem da cabeça e isso deixa toda a experiência bem diferente. Pode ser confuso às vezes, o que faz todo sentido.

arlequina
Arlequina


A direção é de Cathy Yan que dirigiu alguns filmes indies antes. Infelizmente não é possível ver muito o que ela tem a acrescentar já que o filme é muito parecido com o Esquadrão Suicida, até mesmo na forma de apresentar as personagens escrevendo na tela. As cenas de ação na delegacia são as melhores. Poder ver como uma ginasta usa suas habilidades para lutar é novo, ainda mais ela que sabe usar um bastão de basebol. A cena final é um pouco bagunçada, o cenário é bonito mas nada prático, até as personagens tem dificuldades em utilizar ele, talvez a ideia tenha ficado boa no papel. 

As atrizes coadjuvantes recebem pouco tempo de tela. A Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell) é a mais carismática, dá para sentir cada chute dela nas cenas de luta. Ela apresenta a Canário de um jeito inteligente, tem uma voz linda e ganha nossa empatia logo de cara. A Caçadora (Mary Elizabeth Winstead) tem uma história de background super interessante, mas tem pouco tempo de tela. Foi divertido ver ela sem saber bem como interagir socialmente. Saber mais dessas duas personagem seria um acréscimo bem-vindo. A policial Montoya (Rosie Perez) é completamente esquecível, com alguns pequenos ajustes poderias ter sido retirada da trama, só ocupa espaço de tela e a Cassandra Cain (Ella Jay Basco) é simplesmente insuportável, uma personagem chata, irritante e completamente apática. As cenas de roubo dela parecem de desenho animado e é a pior parte do filme. O vilão Máscara Negra (Ewan McGregor) é caricato e o ator faz bem o que lhe pediram pra fazer.

O filme da Arlequina tem alguns personagens interessantes. É bonito visualmente (exceto a roupas das outras personagens), tem cenas de ação legais e conta uma história simples, a emancipação das nossas heroínas. O filme apresenta um roteiro com personagens fracos, uma representatividade LGBT de faixada e ainda nenhum personagem masculino é bom, literalmente nenhum homem nesse filme é gente boa; não é esse o caminho que os filmes protagonizados por mulheres devem trilhar.

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