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Destaques

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

RARE, A CONFISSÃO POP DA SELENA GOMEZ

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Rare, 2020, Selena Gomez 

Autor: Daniel Moreira 

RARE, A CONFISSÃO POP DA SELENA GOMEZ


Finalmente, depois de mais de quatro anos de espera, a Selena Gomez nos mostra um dos álbuns mais esperados do mundo pop atualmente. Por muito tempo ela foi taxada como a namorada, a estrela da disney ou até mesmo noticias e fofocas sobre seu estado de saúde. Infelizmente as pessoas pareceram esquecer o quão bom pode ser um álbum pop da Selena. Graças ao Revival (2015), Rare (2020) veio com uma expectativa alta: enquanto que o de 2015 deu a Gomez a chance de se provar uma personalidade mais relevante e com um status de artista; Rare continua com o legado, apresentando músicas sobre ser mais gentil consigo mesmo e aprender com as experiências vividas, tanto as boas quanto as ruins, não de um jeito autoajuda, mas de um jeito carinhoso e inteligente.

Com 13 músicas e duas colaborações (6LACK e Kid Cudi), Selena apresenta canções com as coisas que aprendeu no seu sucessor: já que tem uma voz suave, ela aposta em musicas que exaltam o poder que tem, traz letras que contam um pouco sobre seus aprendizados nos últimos anos e mostra o porquê dela ser tão rara. Depois de anos fornecendo hinos eletro-pop como Naturally e Love You Like a Love Song, ela reduziu a velocidade até sussurrar em Hands to Myself e Good for You, e hoje temos o Rare, música que Selena está super confortável, confiante e ciente do poder de ser Vulnerable, outra faixa, dessa vez melancólica, que abraça essa característica e nos diz que ser vulnerável é uma virtude e não um defeito.

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Selena Gomez

O álbum conta com o hit que foi seu primeiro número #1 na Billboard hot 100, Lose You To Love Me, uma balada sobre finalmente entender que é preciso deixar ir certas coisas que nos fazem mal para se sentir melhor, para aprender a se amar. A segunda faixa é chamada de Dance Again, tem uma vibe meio retro e que é feita para pista de dança, algo bom de ouvir vindo de alguém que passou por sérios problemas físicos e mentais. É libertador e a gente sente isso. "É tão bom dançar novamente/Com as minhas emoções, eu só começo a ir com tudo/Para dançar novamente".

Ring e Look at Her Now são as cerejas do bolo, super dançantes e confiantes. Eu imagino elas como uma apresentação no teatro com toda encenação, expectativa e diversão que um espetáculo tem, inclusive esta última é cantada em terceira pessoa e Ring tem um coro depois do refrão que é refrescante ao mesmo tempo que tem uma batida latina, ritmo em alta ultimamente, assim como Let Me Get Me, não deixe de prestar atenção na segunda voz, é deliciosa de se ouvir: "No escuro, estou me soltando, tão anonimamente/Eu acho que é assim que é ser livre".



People You Know é chiclete e é impossível ouvir uma vez, ela ainda brinca com a voz, modificando para ficar meio robótica na medida certa, deixando a gente querendo mais. Em Fun que é a faixa menos interessante do álbum tem um pós refrão poderoso mas tem muitos potenciais desperdiçados. Em Kinda Crazy finalmente podemos ouvir o arranjo de vozes que ela mostrou anos atrás. Parece nada mais nada menos que anjos cantando em harmonia.

Já no finalzinho a gente tem Cut You Off, uma das poucas faixas da Selena com classificação indicando linguagem inapropriada: "Como eu pude confundir aquela merda com amor?" que  resume bem o tanto que a Selena amadureceu. É direta e é tão relacionável, acho que todos já passamos por isso. Para finalizar, tem a esperançosa A Sweeter Place que mira em um futuro melhor e diz pra gente que não é o fim e é diferente de tudo que ela já fez.


Por fim Rare é um suspiro revigorante para o mundo da música, vários suspiros na verdade já que essa é a onda dela. É bom ver que Gomez chegou tão longe, passou por muita coisa e deixou a gente dar uma espiada no seu mundo. Esse álbum tem uma aurea muito mais feliz. Enquanto que Revival traz muitas musicas sobre o relacionamento da Selena com outra pessoa, o Rare traz musicas sobre como ela se relaciona com ela mesma, é empoderador e finalmente parece que ela acredita no que está cantando. Selena tem músicas mais cativantes e frívolas em seu catálogo, mas Rare é definitivamente o material mais coeso, inspirador e com o seu ponto de vista mais forte em toda sua carreira. Quanto mais você escuta, melhor fica.


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Comentários

  1. Ameei a resenha! Certeza que vou escutar as músicas de forma diferente agora 😍 Apaixonada por esse álbum demais ❤️

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