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GRAMMY: POR QUE A ARIANA GRANDE MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A ARIANA GRANDE MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Vivendo o auge comercial da sua carreira, Ariana Grande tem muitos motivos pelos quais ela deveria vencer o Grammy na categoria Álbum do Ano. Lançado em fevereiro do ano passado, o thank u, next, quinto álbum de estúdio da Ariana, teve o melhor desempenho comercial e crítico na carreira da cantora, somando 360 mil exemplares comercializados na primeira semana nos Estados Unidos, garantindo a ela o quarto topo na maior parada de álbuns da Billboard e marcando a maior nota (86) da cantora no Metacritic.
Apostando nas tendencias do trap, gênero que tem rendido bons frutos a uma parte da indústria fonográfica, Ariana Grande obteve o feito histórico de ser a única artista solo a ter três músicas charteando simultaneamente nas três primeiras posições da principal parada de single da Billboard. Feito antes alcançado apenas pelos Beatles, Ariana colocou 7 Rings em primeiro lugar na hot 100, break up with …

Os altos e baixos de Iggy Azalea até o Wicked Lips

Os altos e baixos de Iggy Azalea até o Wicked Lips

Autor: Luca Alves

Os altos e baixos de Iggy Azalea até o Wicked Lips


Após o lançamento do tão aguardado In My Defense, a redenção da Iggy Azalea em memória ao Digital Distortion, a rapper australiana fecha o ano com chave de ouro com o lançamento do Wicked Lips no dia 02 de dezembro de 2019. O Extended Play, que apresentou alguns atrasos no processo de distribuição para as plataformas de streaming, conta com quatro faixas, duas delas parcerias, uma com Alice Chater e outra com Pabllo Vittar, sendo apenas uma das duas parceria single completando a videografia impecável apresentada pela rapper ao longo do ano de 2019.

Com o lançamento de Sally Walker, em março de 2019, Iggy Azalea teve a sua primeira entrada na parada de singles da Billboard desde 2016 com a faixa Team que estaria no engavetado Digital Distortion. Confiante com essa nova fase, Iggy entregou um material deslumbrante com altos investimentos audiovisuais para os singles Started e Fuck it Up que, no entanto, não tiveram o mesmo resultado comercial que Sally Walker na Billboard.

Lola, parceria de Iggy Azalea com Alice Chater, leva os samples de Mambo Italiano faixa de 1954 de Rosemary Clooney na intro e I Like It Like That faixa de 1967 de Pete Rodriguez ao longo de todo o resto da canção. São duas canções conhecidas na cultura popular por terem sido usadas também como sample nas faixas Americano do álbum de 2011 Born This Way da Lady Gaga e I Like It do álbum de 2018 Invasion of Privacy da Cardi B. Americano esteve na trilha sonora do filme O Gato de Botas e I Like It foi #1 na Billboard hot 100.

Lola tem o apelo comercial das tendencias latinas e segue as vertentes do trap em alta numa notória tentativa de surgimento do hit sucessor de Sally Walker. É uma faixa muito bem produzida, e o trabalho de familiarização à atmosfera da música através do reconhecimento dos samples famosos foi uma estratégia que poderia ter dado certo com qualquer outro artista que não estivesse passando por uma onda de má sorte na carreira como a Iggy tem passado. A música trabalha a dualidade entre o certo e o errado com referências às condições psíquicas da bipolaridade, e os versos da Iggy nunca estiveram tão bem elaborados.

The Girls, parceria de Iggy Azalea com Pabllo Vittar, é outra faixa em destaque do Wicked Lips. Para a canção, é trabalhada uma nova dualidade. Enquanto Pabllo Vittar canta sobre a condição da mulher diante ao mundo e clama por gentileza em relação ao conteúdo do refrão, Iggy Azalea entoa versos agressivos sobre os seus inimigos e expõe as condições de ser mulher dentro da indústria. É uma faixa de atmosfera nostálgica e de composição semi-dramática que poderia ter sido a sucessora de Sally Walker.

Talvez pelo número reduzido de faixas, e maior tempo para exploração artística, a Iggy Azalea tem tido melhor aproveitamento nos EP em detrimento dos álbuns. Fiz essa observação com o lançamento do Survive The Summer em a agosto de 2018 e a mesma observação é válida ao Wicker Lips. O EP não teve avaliação disponibilizada pelo Metacritic, mas, devido aos versos bobinhos em Not Important e Personal Problem, acredito que a nota não teria sido tão alta, mesmo que ambas as faixas tenham seus pontos positivos e que elas não sejam ruins.

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