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REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

Fine Line: o Campo Minado de alusões e melancolia de Harry Styles

Fine Line, 2019, Harry Styles
Fine Line, 2019, Harry Styles

Autor: Luca Alves

Fine Line: o Campo Minado de alusões e melancolia de Harry Styles

Pouco mais de dois anos desde o lançamento do álbum de estréia do Harry Styles, o seu segundo álbum de estúdio é lançado e fecha a década com vislumbres dos anos oitenta com manchas e efeitos de drogas psicodélicas por quase toda parte da obra. Sobre notórias influências dos ícones do rock e sobre um campo minado de alusões e melancolia, Harry descreve o álbum como "canções sobre fazer sexo e sentir-se triste", criando uma leve atmosfera soturna, nostálgica e até certo ponto saudosista em torno das partes do material que marca a maior nota (83) do cantor no Metacritic.

Mostrando o porquê de ser destaque em relação aos seus ex colegas de trabalho da época da One Direction, Harry Styles cria a forma ideal para o seu trabalho em uma produção encorpada e enriquecida em diversidade sonora que trabalha em concomitância os elementos populares e ignotos dentro do contexto da música pop e do rock clássico permitindo a comparação entre algumas de suas canções com alguns nomes na indústria fonográfica. Por exemplo, She recebe uma atmosfera semelhante às canções do Pink Floyd; Treat People With Kindness com as do Queen - e até certo ponto com as canções dos Beatles; Adore You com as do Tame Impala. E apesar do cerne de suas músicas ser da música popular, o álbum brinca com elementos de outros gêneros como o ritmo mais informal do reggae em Sunflower, Vol. 6; trabalha com o ukulele havaiano e com batidas pesadas de bateria em To Be Lonely e evidencia um baixo ao longo de Canyon Moon.

Além da multiplicidade instrumental dentro do Fine Line, Harry Styles abre espaço para a simplicidade de Falling, a balada que completa Cherry, quinta e sexta faixa do álbum, que são o quebra-mar da maré otimista que introduz a jornada sobre o último relacionamento do Harry Styles. As quatro primeiras faixas, Golden, Watermelon Sugar, Adore You e Lights Up, tratam do assunto com uma certa descontração enquanto que Falling e Cherry explicitam bem o primeiro contato com a realidade pós-término. Cherry tem sido uma das minhas favoritas do álbum desde que eu tenho trabalhado o impacto das referências que ela traz sobre a minha mente, e Falling, como uma segunda parte de Cherry vem como um bônus desse processo.

Depois do álbum homônimo, Harry Styles consegue mais uma vez entregar um material impecável de forma que quase nada tenha sido reciclado do seu último trabalho dando espaço para uma expansão artística e demonstrando uma evolução nos processos de produção de um álbum para o outro. Harry Styles continua sendo o melhor álbum do Harry Styles para mim, no entanto, é de fácil reconhecimento a flexibilidade do artista na construção do Fine Line, característica que marca o catálogo de muitos artísticas de discografia impecável.

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