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Destaques

REVIEW: LOVE, VICTOR - 1ª Temporada

Autor: Daniel Moreira
REVIEW LOVE, VICTOR - 1ª Temporada
Love, Victor é uma série original da Hulu (antigamente feita para o Disney+) que conta a história de Victor, um garoto que se mudou para Atlanta e é o mais novo aluno da Creekwood High School, onde vive uma jornada de adaptação e autodescoberta. A série que é uma sequência direta do filme de 2018 Com Amor, Simon, conta com participações especiais dos atores do filme além de ser referenciada em vários momentos, você não precisa assistir ao filme para entender a série, mas com toda certeza faz você ter uma experiência mais intimista.
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Todo o elenco da série foi muito bem escolhido e são peças chaves para contar uma história importante. Michael Cimino é um protagonista muito carismático que interpreta a jornada de autodescoberta com muita sensibilidade. Só quem é gay e tem uma família difícil de lidar, geralmente religiosa, sabe o quão longo e complexo é o processo de não querer gostar de homens a…

CORINGA (2019): o meu primeiro contato com a DC

coringa (2019) o meu primeiro contato com a dc
Joaquin Phoenix em Coringa, 2019, dir. Todd Phillips

Autor: Luca Alves

CORINGA (2019): o meu primeiro contato com a DC


Depois de ter assistido ao Coringa, deixei a sala de cinema na última quinta-feira (03) decidido que dedicaria o meu tempo aos filmes da DC. Nunca fui fã de filmes de heróis/anti-heróis, e depois de ter me frustrado com os principais nomes da Marvel, senti que por Coringa eu tinha encontrado o meu lugar na ficção. É a minha experiência mais artística dentro das produções fictícias, e nessa crítica eu vou falar sobre as sensações que tive ao longo do filme, SEM SPOILERS, óbvio.

O comediante Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) sonha em viver da comédia em seu próprio show de stand-up, mas para tanto ele tem enfrentado as precisões diárias trabalhando para uma agência de talentos a custo de muita humilhação. Seu contexto não poderia estar pior: prestes a perder o emprego, sua mãe não tem estado tão bem de saúde e sua saúde mental está prestes a evaporar com os cortes de gastos dentro da cidade de Gotham, que a essa altura vive um caos e vai de mal a pior. Arthur, que já sofre de transtornos mentais e de uma síndrome que faz com que ele tenha crises de gargalhadas em momentos inapropriados, vê sua situação piorar com os cortes da prefeitura e o difícil acesso a um profissional que libere a compra de seus remédios.

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O filme gira em torno de uma crítica social e tem viés realista a respeito do tema. A direção é do Todd Phillips e a produção é do Bradley Cooper, e assim como eles fizeram no Nasce Uma Estrela, e que foi pontuado por mim na crítica do filme de 2018, o caráter social do filme eleva o nível da produção a um nível mais artístico. Porém não apenas por isso. O filme é muito bem produzido, muito bem dirigido, muito bem roteirizado. Os diálogos são necessários e marcantes, a fotografia, as atuações e a trilha sonora são impecáveis e trazem o filme a uma atmosfera soturna e sombria de forma elegante e de extremo gosto em contemplação a cada take. Em diversos momentos me peguei admirando e refletindo sobre cada gesto, cada fala, cada cor e jogo de câmera de forma como quem admira e reflete sobre os detalhes de uma pintura.

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A recepção do filme pelo público foi calorosa, criando buzz para indicações ao Oscar nas principais categorias. E honestamente eu acredito nisso. O filme foi vencedor do Festival de Veneza, foi aplaudido por oito minutos após sua exibição no Festival, somou mais de 234 milhões de dólares de bilheteria mundial no fim de semana de estréia, no entanto a recepção do filme pela crítica foi morna com nota 58 no Metacritic e 68% de aprovação no Rotten Tomatoes - o que não significa muita coisa. Acredito em uma indicação para o Joaquin Phoenix e, dependendo da concorrência, uma vitória para o ator, torço pelo reconhecimento da Frances Conroy que interpretou a mãe do Arthur no filme, acredito na indicação do Todd Phillips na categoria de direção e torço pela indicação do filme na categoria filme do ano.

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