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GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Há um ano debutava no topo da parada de discos da Billboard o A Star is Born com 231 mil cópias comercializadas no território americano. Pouco mais de um ano desde o seu lançamento, a trilha sonora do Nasce Uma Estrela soma mais de 6 milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo e mantém uma estabilidade que talvez supere fácil a marca de 8 milhões de cópias vendidas até o dia da cerimônia do Grammy, que geralmente acontece entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. 
Essa não é a primeira vez que a Lady Gaga recebe grande atenção para a principal categoria do Grammy. Quase todos os álbuns da Gaga foram indicados à categoria Álbum do Ano, e todos até o momento não foram bem-sucedidos para os votos da Academia. Em 2008, a Lady Gaga fez uma estréia estrondosa causando impactos notórios à cultura pop com o The Fame, mas só isso não foi o suficiente para a bancada honrar o álbum com o título de …

REVIEW: ALADDIN e a fórmula das animações da Disney em Live Action

review aladdin 2019
Aladdin, 2019, Disney


REVIEW: ALADDIN e a fórmula das animações da Disney em Live Action


Nostalgia é a saudade de algo, é o desejo de reviver coisas do passado; e baseado nisso, a Disney tem feito a alegria de seus acionistas refazendo as animações clássicas da sua era de ouro, trazendo as histórias para um contexto atual e aproveitando-se das novas tecnologias. Aladdin (2019), reconta a história do ladrão que encontra uma lâmpada mágica, faz amizade com um gênio e utiliza de seus desejos para conquistar o coração da garota amada. Dirigido pelo instigante Guy Ritchie (de Sherlock Holmes e Snatch), essa nova versão, que conta com 30 minutos a mais do que o original, apresenta o clássico trazendo uma edição e cortes mais rápidas, característicos do diretor, números musicais mais teatrais, que lembram as peças da Broadway, personagens novos que acrescentam na história e algumas atuações que deixam a desejar.

O Mena Massod, ator que interpreta o protagonista cumpre o que foi pedido, não tem o carisma e a timidez que dava charme ao Aladdin original, mas se sai bem nas cenas de ação e nos momentos mais dramáticos, além de ser divertido ver ele interagir com o macaco Abu que foi reduzido a caras e bocas. Marwan Kenzari que dá vida ao vilão Jafar é o ponto mais baixo do filme, não é imponente nem ameaçador e, apesar de contar com um novo backgroud que acrescenta na história do antagonista, no final das contas ele é apenas mais um cara ruim, que faz coisas ruins, por que ele é do mal.

review aladdin 2019
Aladdin, 2019, Disney
A Naomi Scott brilha lindamente como a Jasmine, finalmente vemos uma princesa que tem vontade de comandar um reino. Aqui não temos uma donzela indefesa, temos uma mulher que não tem medo de se impor, que tem seus princípios bem definidos e que vai lutar pelo que ela acha certo. A atriz tem uma presença forte que rouba todas as cenas em que aparece. Ela conta com Nasim Pedrad, a Dália, com quem contracena com uma química incrível de melhores amigas, além de que, Rajah é o coadjuvante que só acrescenta na personalidade da princesa, dando a ela um jeito “badass” de ser. A verdadeira estrela do filme é o Will Smith como o gênio. Sempre muito carismático e com ótimas piadas, ele não tenta refazer nada do Robin Williams, inclusive o seu histórico com o rap dá um toque diferenciado para a nova versão do gênio. Os seus números musicais são os melhores e o seu arco é um acréscimo agradável a história. A dublagem do grandão azul é feita por Márcio Simões, o dublador do gênio original, o que traz o gostinho de infância quando ele canta.

O CGI de início pode incomodar, já que durante o filme ele é inconstante, as vezes Agrabah é uma cidade incrível e as vezes o fundo verde fica meio óbvio, mas nada que vá atrapalhar a experiência do filme. A trilha sonora é comandada pelo Alan Menken, dono das músicas originais. Ele atualiza as letras como em “Príncipe Ali”, retirando a parte que o gênio diz que o príncipe tem escravos, ou mesmo trocando o dia da semana que é sagrado para os mulçumanos, (na versão de 92 é domingo, mas esse dia é sagrado para os cristãos, como o filme se passa na Arábia, seria mais lógico o dia sagrado do salaam ser na sexta), mudança notada somente no original. Além disso, temos uma música nova, escrita por Benj Pasek e Justin Paul que trabalharam em La la Land e O Rei do Show, cantada pela Naomi Scott que traz muita personalidade a princesa, e fala com sutileza sobre a importância de ser ouvido e de enfrentar aqueles que tentam subestimar você.

review aladdin 2019
Aladdin, 2019, Disney


Aladdin não é um filme que pretende mudar a história do cinema, ele atualiza o já adorado conto de fadas dos anos 90 para as novas gerações, as vezes é dando mais voz a personagens e as vezes é mudando algo em sua história. O fato é que ele traz pra nossa realidade uma aventura na Arábia, com figurinos propositalmente e exageradamente coloridos, um espetáculo visual, músicas icônicas e personagens que a gente ama gostar.

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