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REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

Mitologia Grega: Zéfiro e Clóris

Mitologia Grega: Zéfiro e Clóris
O Nascimento de Vênus, 1483, Sandro Botticelli



Autor: Luca Alves

Mitologia Grega: Zéfiro e Clóris

Comprei alguns livros sobre mitologia para mergulhar na escrita sobre clássicos, para embelezar minhas postagens com referências bibliográficas enriquecidas em fontes, para falar sobre arte com mais precisão. E mitologia dá pano para manga por sua atemporalidade, tanto por seu valor histórico quanto por suas características atuais. A estória de Zéfiro e Clóris, por exemplo, tem se repetido na minha vida com certa frequência que não pude evitar escrever sobre ela, resgatando o modelo de escrita "esgoto a céu aberto" que não dá as caras no An Diorior desde a postagem sobre mandar nudes: Manda Nudes? (Escândalo na Boêmia).

Zéfiro era o vento do Oeste. Violento e impiedoso, seu sopro era capaz de naufragar navios, devastar plantações, causar danos a qualquer homem da época. Sua personalidade difícil de lidar refletia nos repúdios de Clóris, por quem Zéfiro se apaixonou. Clóris era a deusa da primavera (conhecida como Flora na mitologia romana). Suas criações, que iam desde as cores a perfumes, eram prejudicadas pelo comportamento destrutivo de Zéfiro. Ele, que a amava, precisou mudar sua forma de agir para ser notado positivamente por Clóris. Com sopros mais suaves, Zéfiro passou a ser um aliado de Clóris nas criações e transformações da primavera.

Há um bom tempo eu tenho me questionado até onde é válida a mudança em beneficio do próximo, mas ainda não cheguei a uma conclusão. Tenho acreditado na ideia nada fixa de que a mudança em beneficio do próximo deve vir acompanhada de mudanças benéficas a nós mesmos em primeiro lugar, e mesmo que não entendamos como mudanças benéficas mudar a nossa essência, às vezes é interessante olhar para o todo de forma ampla, pois às vezes nossa essência tem nela intrínseca uma banda podre que não consegue ser entendida por nós mesmo como algo negativo, como no caso de Clóris que tinha uma personalidade conflituosa para uma boa relação social, que além de ser destrutiva era também autodestrutiva, pois afastava ele dos próprios anseios.

Localizar e solucionar a raiz do problema leva tempo e muito conflito, tanto interno quanto externo, afinal são anos reproduzindo o mesmo tipo de comportamento. Para isso, é importante se conhecer para não cair em armadilhas produzidas por conflitos psicológicos como autoestima baixa, ansiedade e depressão que sempre atrapalham no diagnóstico final do problema e ao invés de visualizar o problema nitidamente, cria novos como a submissão a situações pouco ou nada saudáveis, e aí o que era para ser uma mudança benéfica, passa à adição de mais um problema na vida. Para tanto, se cuida, faça terapia.


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