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Destaques

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

Com uma superprodução, Lana Del Rey repete a fórmula mais uma vez com Norman Fucking Rockwell

lana del rey norman fucking rockwell capa
Lana Del Rey, 2019, Norman Fucking Rockwell



Autor: Luca Alves

Com uma superprodução, Lana Del Rey repete a fórmula mais uma vez com Norman Fucking Rockwell



Dois anos têm se passado desde o lançamento do quinto álbum de estúdio da Lana Del Rey, o Lust For Life, e quase nada mudou desde então, exceto pelos altos investimentos trazidos por ela na nova era. O maior de todos: Jack Antonoff. Cantor, compositor, produtor musical, Jack tem trabalhos reconhecidos pelo Grammy Awards e pelo Globo de Ouro por materiais autorais como os da sua atual banda Bleachers e os da sua antiga banda Fun., que entrou em hiatus em 2015, e também por parcerias como o 1989 (2014) da Taylor Swift e o Melodrama (2017) da Lorde, ambos indicados à categoria álbum do ano no Grammy nos seus respectivos anos de lançamento. Com produção e composição direta em quase todas as faixas do Norman Fucking Rockwell, Jack Antonoff divide os créditos com nomes como Rick Nowels (Ray of Light - Madonna e Electra Heart - Marina), Zach Dawes (Tranquality Base Hotel & Casino - Arctic Monkeys) e o da própria Lana Del Rey que também recebe crédito pela produção e composição de quase todas as faixas do Norman Fucking Rockwell. 

Com a nota 87 no Metacritic, o mais recente trabalho da Lana Del Rey transmite compreensão do porquê dele ser o material dela mais bem avaliado pela crítica especializada. Ainda acredito em uma superestimação, mas sem intenção de tentar anular a qualidade do álbum, digo, depois da lacuna na sua discografia deixado pelo Honeymoon e o Lust For Life, o Norman Fucking Rockwell é o a inclinação ao norte que ela precisava para voltar ao eixo artístico nível Lana Del Rey, e embora sejam poucas as inovações e ainda muito grande a mesmice em relação aos materiais anteriores, com o Norman Fucking Rockwell, Lana Del Rey permitiu investimentos que minimamente tiraram ela da zona de conforto - uns dois passos para a direita ou uns dois passos para a esquerda. É um trabalho muito bem feito, mas que soa bastante como tudo o que ela tem lançado desde 2011, com poucas inovações.

As minhas faixas favoritas são Venice Bitch, e seu instrumental maravilhoso que me lembrou bastante as pausas do Melodrama para reflexões, Fuck It I Love You, que em alguns momentos me trouxe vislumbres e nostalgia da era Ultraviolence, Mariners Apartment Complex, pelo o todo, é uma faixa bem agradável, The Next Best American Record, que soa bastante como alguns dos clássicos do rock oitentista em alguns pontos, mas ao mesmo tempo soa bastante moderna e atual, o viral cover de Doin' Time, The Greatest e How to Disappear. Enfim, é uma produção genuinamente artística e comprometida com a arte, que no entanto não apresenta muita evolução artística em relação aos álbuns anteriores, exceto pela produção - o que pode ser entendido como um ponto para o Jack Antonoff. Em suma, o Norman Fucking Rockwell seria um mais do mesmo, se não fosse por Jack Antonoff.

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