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GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Há um ano debutava no topo da parada de discos da Billboard o A Star is Born com 231 mil cópias comercializadas no território americano. Pouco mais de um ano desde o seu lançamento, a trilha sonora do Nasce Uma Estrela soma mais de 6 milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo e mantém uma estabilidade que talvez supere fácil a marca de 8 milhões de cópias vendidas até o dia da cerimônia do Grammy, que geralmente acontece entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. 
Essa não é a primeira vez que a Lady Gaga recebe grande atenção para a principal categoria do Grammy. Quase todos os álbuns da Gaga foram indicados à categoria Álbum do Ano, e todos até o momento não foram bem-sucedidos para os votos da Academia. Em 2008, a Lady Gaga fez uma estréia estrondosa causando impactos notórios à cultura pop com o The Fame, mas só isso não foi o suficiente para a bancada honrar o álbum com o título de …

Com uma superprodução, Lana Del Rey repete a fórmula mais uma vez com Norman Fucking Rockwell

lana del rey norman fucking rockwell capa
Lana Del Rey, 2019, Norman Fucking Rockwell



Autor: Luca Alves

Com uma superprodução, Lana Del Rey repete a fórmula mais uma vez com Norman Fucking Rockwell



Dois anos têm se passado desde o lançamento do quinto álbum de estúdio da Lana Del Rey, o Lust For Life, e quase nada mudou desde então, exceto pelos altos investimentos trazidos por ela na nova era. O maior de todos: Jack Antonoff. Cantor, compositor, produtor musical, Jack tem trabalhos reconhecidos pelo Grammy Awards e pelo Globo de Ouro por materiais autorais como os da sua atual banda Bleachers e os da sua antiga banda Fun., que entrou em hiatus em 2015, e também por parcerias como o 1989 (2014) da Taylor Swift e o Melodrama (2017) da Lorde, ambos indicados à categoria álbum do ano no Grammy nos seus respectivos anos de lançamento. Com produção e composição direta em quase todas as faixas do Norman Fucking Rockwell, Jack Antonoff divide os créditos com nomes como Rick Nowels (Ray of Light - Madonna e Electra Heart - Marina), Zach Dawes (Tranquality Base Hotel & Casino - Arctic Monkeys) e o da própria Lana Del Rey que também recebe crédito pela produção e composição de quase todas as faixas do Norman Fucking Rockwell. 

Com a nota 87 no Metacritic, o mais recente trabalho da Lana Del Rey transmite compreensão do porquê dele ser o material dela mais bem avaliado pela crítica especializada. Ainda acredito em uma superestimação, mas sem intenção de tentar anular a qualidade do álbum, digo, depois da lacuna na sua discografia deixado pelo Honeymoon e o Lust For Life, o Norman Fucking Rockwell é o a inclinação ao norte que ela precisava para voltar ao eixo artístico nível Lana Del Rey, e embora sejam poucas as inovações e ainda muito grande a mesmice em relação aos materiais anteriores, com o Norman Fucking Rockwell, Lana Del Rey permitiu investimentos que minimamente tiraram ela da zona de conforto - uns dois passos para a direita ou uns dois passos para a esquerda. É um trabalho muito bem feito, mas que soa bastante como tudo o que ela tem lançado desde 2011, com poucas inovações.

As minhas faixas favoritas são Venice Bitch, e seu instrumental maravilhoso que me lembrou bastante as pausas do Melodrama para reflexões, Fuck It I Love You, que em alguns momentos me trouxe vislumbres e nostalgia da era Ultraviolence, Mariners Apartment Complex, pelo o todo, é uma faixa bem agradável, The Next Best American Record, que soa bastante como alguns dos clássicos do rock oitentista em alguns pontos, mas ao mesmo tempo soa bastante moderna e atual, o viral cover de Doin' Time, The Greatest e How to Disappear. Enfim, é uma produção genuinamente artística e comprometida com a arte, que no entanto não apresenta muita evolução artística em relação aos álbuns anteriores, exceto pela produção - o que pode ser entendido como um ponto para o Jack Antonoff. Em suma, o Norman Fucking Rockwell seria um mais do mesmo, se não fosse por Jack Antonoff.

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