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REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

REVIEW: Liberation é o ápice artístico de Christina Aguilera

Christina Aguilera Liberation
Christina Aguilera (2018)

Autor: Luca Alves

REVIEW: Liberation é o ápice artístico de Christina Aguilera



Liberation não se limita a poucos bons adjetivos. O intimismo em voga é explorado de uma maneira menos alternativa ou tradicional como observado nas recentes produções, como o Joanne e o Younger Now, aproveitando do auge não apenas o intimismo como também influências do trap, do rap, do pop, do rock e, em algumas interludes, da música erudita. Liberation é o ápice artístico da Christina Aguilera. Uma produção coerente que trouxe a ela crédito e aclamação da crítica especializada com nota 71 no Metacritic. 

Somos apresentados ao álbum por uma sequência de três músicas: Liberation, Searching for Maria e Maria. Como em The Dark Side of the Moon, as faixas se completam. O topo do pódio é de Maria, umas das melhores faixas do álbum, na qual Aguilera fala sobre a simplicidade e pureza de quem ela é e de quem ela quer ser como artista. Maria é o nome do meio da Christina Aguilera, e, além disso, Maria é um referência à Maria Von Trapp, a personagem de Julie Andrew em Noviça Rebelde. Na música também contém sample da música Maria (You Were The Only One) do Michael Jackson.

O reflexo da pureza e da simplicidade do Liberation também está contido em outras artes que completam o álbum. A capa do Liberation, por exemplo, traz Aguilera com aparência de quem recém saiu do banho - um esterótipo de pureza e simplicidade na cultura pop. De cara lavada, Christina aparece na capa sem maquiagem, e o mesmo se repete na capa de Accelerate, Twice e Fall in Line. 

Fall in Line é outro ponto alto do álbum. A faixa com a Demi Lovato é uma produção e uma parceria incrível que leva a sororidade a um nível necessário no contexto que vivemos na indústria fonográfica: a música pop está ruindo em diss tracks, as mulheres estão cada vez mais desunidas e o terreno vem sendo adubado a cada dia para o machismo e para a misoginia crescerem cada vez mais. Fall in Line vem logo após a faixa Dreamers, na qual garotas falam sobre o que querem ser quando crescerem, e o featuring entre Aguilera e Lovato é aquele encorajador conselho de amiga: vocês podem ser o que quiserem ser.

A minha favorita do álbum é Deserve, Não sei exatamente o porquê dela ter me tocado tão profundamente. Foi instantâneo. Da primeira vez que ouvi eu já tive certeza de que ela era a minha favorita do álbum. Eu não tenho escutado nada parecido com a música há um bom tempo. A faixa conta com outros vocais além do vocal da Christina Aguilera, e faixas como essa têm uma atmosfera densa que quase sempre me conquista (ode à Gemini Feed). Parte da composição de Deserve é da Julia Michaels, que tem se destacado pela a qualidade das suas composições. Julia Michaels assina músicas como Sorry (Justin Bieber), Slumber Party (Britney Spears), Hands to Myself (Selena Gomez) e Heal Me (Lady Gaga - Nasce Uma Estrela). Acho que por isso é possível entender por que gostei tanto de Deserve.

O Liberation marca o início de uma nova roupagem na carreira da Chrsitina Aguilera. Infelizmente o desempenho comercial do álbum não acompanhou sua alta avaliação pela crítica especializada, mas, vide Lady Gaga, o talento sempre vence, e mais cedo ou mais tarde os charts serão dominados pela Christina. Ela acabou de voltar de uma pausa de seis anos da música, as coisas mudam, novos artistas aparecem, uma nova geração convive com os novos artistas e infelizmente a ausência de meia década é o suficiente para um artista ser substituído na cultura popular. O Liberation é um grande acerto na carreira dela, e seguindo essa linha de produção, muito em breve ela terá também aclamação do público. É só questão de tempo.

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