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Destaques

REVIEW: LOVE, VICTOR - 1ª Temporada

Autor: Daniel Moreira
REVIEW LOVE, VICTOR - 1ª Temporada
Love, Victor é uma série original da Hulu (antigamente feita para o Disney+) que conta a história de Victor, um garoto que se mudou para Atlanta e é o mais novo aluno da Creekwood High School, onde vive uma jornada de adaptação e autodescoberta. A série que é uma sequência direta do filme de 2018 Com Amor, Simon, conta com participações especiais dos atores do filme além de ser referenciada em vários momentos, você não precisa assistir ao filme para entender a série, mas com toda certeza faz você ter uma experiência mais intimista.
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Todo o elenco da série foi muito bem escolhido e são peças chaves para contar uma história importante. Michael Cimino é um protagonista muito carismático que interpreta a jornada de autodescoberta com muita sensibilidade. Só quem é gay e tem uma família difícil de lidar, geralmente religiosa, sabe o quão longo e complexo é o processo de não querer gostar de homens a…

REVIEW: NASCE UMA ESTRELA E A DEFINIÇÃO DE CLÁSSICO INSTANTÂNEO

review nasce uma estrela
Nasce Uma Estrela, 2018, Bradley Cooper & Lady Gaga



Autor: Luca Alves

Review: Nasce Uma Estrela e a Definição de Clássico Instantâneo


Não tenho vivido um dia sequer sem pensar na estreia de Nasce Uma Estrela, isso porque tenho alimentado expectativas sobre o quarto remake do clássico de 1937 desde os primeiros boatos que circulam na internet. É um projeto grande para marinheiros de primeira viagem. É uma estreia tanto para Lady Gaga quanto para o Bradley Cooper - Gaga como atriz em um longa-metragem; Cooper como cantor e diretor. Acho compreensível tamanha apreensão, visto que, como já foi mencionado no An Diorior, a nova geração marcada por essa versão tem em sua maioria fãs da Lady Gaga, e os resultados dos seus projetos mais recentes não agradaram o público de forma geral. Gaga tem um Globo de Ouro como atriz pela sua atuação em American Horror Story: Hotel, e muito tem sido discutido sobre o quão justo foi ela ter levado o prêmio de melhor atriz. Por outro lado, Gaga recebeu sua primeira indicação ao Oscar em 2015; na ocasião, como cantora. Para o público, a Academia deixou a desejar ao ter tirado dela o Oscar de melhor canção original. A injustiça é lembrada até hoje.

Jackson Maine (Bradley Cooper) convive com o peso da fama e a falta de privacidade, e o alcoolismo tem o acompanhado por longos anos em sua vida. Sua carreira não tem andado pelos melhores caminhos, e em uma de suas paradas ele conhece Ally (Lady Gaga) em um drag bar, no qual ela apresenta o clássico La Vie En Rose de Édith Piaf. Em um curto período de tempo, eles começam um relacionamento com bases firmadas na tentativa de se ajudarem: Ally, artistas independente em busca de sucesso como cantora; Jackson, estrela do country/rock que vê a cada dia sua carreira indo ao declínio. Na medida que a história se desenvolve, os conflitos entre as personagens aparecem e se agravam, garantindo ao Nasce Uma Estrela o título de história mais trágica e emocionante do ano de 2018.



Superando todas as expectativas para o filme, e por todas eu me refiro às muitas expectativas criadas desde os primeiros boatos que circulam na internet (uma enorme bola de neve), Bradley Cooper soube contar tão bem a história de Jack e Ally como ninguém o faria se o tivesse como missão. Nasce Uma Estrela disputa fácil o título de filme do ano, e ele merece esse título por ser a real ilustração de perfeição do drama cinematográfico. Bradley Cooper é uma fonte de talento sem fim, e o sucesso de crítica do Nasce Uma Estrela, sem dúvidas, deve ser creditado pela sua incrível capacidade de atuação, direção, composição e performance. Cooper, que tem três indicações ao Oscar por O Lado Bom da Vida (2013), Trapaça (2014) e Sniper Americano (2015), pode esperar, juntamente à Lady Gaga, no mínimo uma indicação por Nasce Uma Estrela.

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Gaga também desempenha um papel muito importante no filme. Além de ter composto boa parte da trilha sonora de Nasce Uma Estrela, ela traz ao filme uma atmosfera verossímil e mais humana, visto que em alguns pontos das histórias da Ally e da Gaga se cruzam. A aproximação com o real torna a Lady Gaga irreconhecível sobre a personagem Ally, e sua atuação digna de aplausos de pé. A naturalidade como ela exerce seu papel, em muito pouco tempo é esquecido que Nasce Uma Estrela é o seu primeiro longa-metragem. Em Nasce Uma Estrela, Gaga dá continuidade ao seu lado mais intimista iniciado com a era Joanne, porém agora do ponto de vista de uma nova persona: a Ally. Ao lado dos inúmeros alter egos criados por ela durante seus dez anos de carreira, Ally entra para o hall das suas melhores criações, merecendo destaque, pois sem dúvidas esse é seu ápice artístico.

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O popular e o mainstream podem ser passageiros, e o que torna Nasce Uma Estrela um clássico instantâneo é trabalhar com o poder a fim de ser atemporal. Desconsiderando todos os seus pontos técnicos de altíssima qualidade por alguns instante para focar em algo menos objetivo, o filme tem um enredo que exprime bem o contexto que ele foi produzido, e isso é para além de um ponto de altíssima qualidade. Sem apontar esse ou aquele filme, de modo geral, os filmes têm levado em consideração pontos isolados em um contexto aleatório ou contextos específicos já muito explorados - e isso é cansativo. Sabendo aproveitar a característica que melhor define a palavra clássico, Nasce Uma Estrela é uma obra de arte por retratar a realidade do seu tempo, por emocionar e por passar inúmeras mensagens úteis à população. Vivemos na ascensão da diversidade, na ascensão da segunda temporada do mal do século, e, mais uma vez, Bradley Cooper e Lady Gaga souberam tratar de assuntos atuais com a naturalidade necessária e suficiente para ser levada adiante como estudo e referência. Assista ao Nasce Uma Estrela!

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