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Destaques

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

Análise do Conto A Terceira Margem do Rio de Guimarães Rosa

a terceira margem do rio
A Terceira Margem do Rio por Gustavo Lacerda
Autor: Luca Alves

Análise do Conto A Terceira Margem do Rio de Guimarães Rosa


O conto A Terceira Margem do Rio de João Guimarães Rosa (1908-1967) foi publicado na coletânea Primeiras Estórias de 1962 da qual mais 20 outros contos fazem parte. É destaque pelo mistério que gira em torno de uma simples família do interior que do início ao fim vive o drama de ter sua rotina interrompida sem um motivo claro. A história é contada por um personagem não nomeado que não entende os motivos pelos quais seu pai larga tudo para viver em uma canoa. A história tem seu ápice quando, depois de ter arruinado com a vida de todos os membros da família – esposa, filha e filhos – com o fantasma da sua quase ausência, o pai aceita a proposta do seu filho, o narrador não nomeado, de deixar a canoa na condição de que o filho ocupe seu lugar. Desesperado, o filho foge antes de cumprir com sua palavra.

João Guimarães Rosa faz parte do terceiro tempo modernista – a ficção experimental. No contexto do fim da Segunda Guerra Mundial, a terceira geração do movimento modernista, segundo Campedelli e Souza (2002), pregava, entre tantas coisas, as experimentações poéticas diferentes, o abandono do poema-piada defendido pela primeira geração modernista e a poesia de participação social. Os modernistas da ficção experimental defendiam também as narrativas que aproximam a prosa da poesia, narrativas confidenciais em primeira pessoa e narrativas interiorizadas, essas duas últimas características comuns no conto A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa.

Para A Terceira Margem do Rio, Guimarães Rosa faz uso de uma nova linguagem e adota experimentalismo como característica principal de sua composição. Em suas composições ele faz referência ao arcaico com o barroco e sua maneira de narrar, adere ao regionalismo mineiro, criando ritmos típicos, porém diferentes, inovadores para o cenário histórico da obra. Sua nova linguagem era universal – se diferenciava das outras por não usar a “estética em excesso”, como destaca Beleboni (2008), da forma como os elitistas usavam, para separar o letrado do iletrado. E os neologismos, tais como o uso do artigo definido na frente dos adjetivos indefinidos, completavam a obra em suas características fieis a realidade; verossímeis.

A Terceira Margem do Rio é o seu conto mais famoso e uma de suas obras mais influentes, inspiração para Milton Nascimento e Caetano Veloso que compuseram A Terceira Margem do Rio, nona faixa do álbum Circulado de 1991. Além disso, o conto de Guimarães Rosa serviu de inspiração para o filme A Terceira Margem do Rio de 1994 dirigido por Nelson Pereira dos Santos. 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CAMPEDELLI S. Y., SOUZA J. B. Literatura, Produção de Texto & Gramática - volume único. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

BELEBONI, R. C. Literaturas de Língua Portuguesa VII: Modernismo (III). Batatais: Claretiano, 2008.


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