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Review: ARUANAS - 1ª Temporada

Autor: Daniel Moreira
Review: ARUANAS - 1ª Temporada Essa série original Globo Play conta a história de 4 mulheres que lutam pela preservação da floresta Amazônica. Com apenas 10 episódios perfeitos para se maratonar, Aruanas ganha seu espaço merecidamente. O design de produção é excepcionalmente bonito, retratando toda a beleza e o esplendor da floresta, além de alertar sobre os efeitos que a extração irregular de seus bens causam para todos a sua volta, o que nos faz lembrar sempre da riqueza natural que temos no nosso país (um salve para a abertura que é delicadamente expressiva).
O elenco é de peso, Débora Falabella vive Natalie, uma jornalista e apresentadora que usa a sua plataforma para divulgar o trabalho das Aruanas. Taís Araújo é a advogada do grupo e lida com as tramas políticas que envolvem a luta pela preservação e por fim Luiza (Leandra Leal) uma ativista conhecida internacionalmente por fazer de tudo por aquilo que acredita principalmente se infiltrar na mineradora do …

Análise do Poema Modinha de Cecília Meireles

analise do poema modinha de cecilia meireles
Cecília Meireles



Modinha de Cecília de Meireles


Tuas palavras antigas
Deixei-as todas, deixei-as,
Junto com as minhas cantigas,
Desenhadas nas areias.

Tantos sóis e tantas luas
Brilharam sobre essas linhas,
Das cantigas – que eram tuas –
Das palavras – que eram minhas!

O mar, de língua sonora,
Sabe o presente e o passado,
Canta o que é meu, vai-se embora:
Que o resto é pouco e apagado.
Autor: Luca Alves

Análise do Poema Modinha de Cecília Meireles 


Cecília Meireles (1901 - 1964) manifesta sua arte no segundo tempo modernista, que começa no início da década de 1930, mas também flerta com outra escola literária na produção de seus poemas. Cecília, que ganhou destaque no cânone literário como sendo poetisa, mescla características do movimento modernista com o movimento simbolista em seus poemas. O Simbolismo aconteceu, tanto no Brasil quanto em Portugal, entre o fim do século XIX e o início do século XX, e suas características, tais como a poesia e sua aproximação das outras artes e a poesia bucólica, espiritual e sensorial como resposta ao materialismo em excesso, são facilmente encontradas nos poemas de Cecília Meireles.

Note como o poema Modinha segue um ritmo de leitura e suas características estilísticas estão diretamente ligadas aos sentidos voltados à natureza: “Tuas palavras antigas/desenhadas nas areias”, “Tantos sóis tantas luas/brilhavam sobre essas linhas”, “O mar sabe o presente e o passado”. Ademais, redondilhas maiores de sete silabas, como separa Campedelli e Souza (2002), são usadas para criar ritmo e facilitar a leitura e memorização do poema: “Tu(1) / as(2) / pa(3) / la (4) / vra(5) / san(6) / ti(7) /gas – dei(1) / xei-(2) / as(3) /to(4) / das,(5) / dei(6) / xei(7) / as...”  

Do Segundo tempo modernista, é possível encontrar em Modinha de Cecília Meireles as características da poesia intimista. Na primeira estrofe há a exposição dos sentimentos e das emoções do eu-lírico: “Tuas palavras antigas/deixei-as todas, deixei-as/junto com as minhas cantigas,/desenhas nas areias”. O lirismo segue até as últimas linhas da última estrofe quando Cecília escreve: “Canta o que é meu, vai-se embora:/que o resto é pouco e apagado”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


SILVA, A. C. da; RAMOS, S. V. Literatura Portuguesa e Brasileira V. Batatais: Claretiano, 2015.

MESQUITA, I. R. A. Literaturas de Língua Portuguesa VI: Modernismo (II). Batatais: Claretiano, 2007.

CAMPEDELLI S. Y., SOUZA J. B. Literatura, Produção de Texto & Gramática - volume único. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2002. 



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