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GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Há um ano debutava no topo da parada de discos da Billboard o A Star is Born com 231 mil cópias comercializadas no território americano. Pouco mais de um ano desde o seu lançamento, a trilha sonora do Nasce Uma Estrela soma mais de 6 milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo e mantém uma estabilidade que talvez supere fácil a marca de 8 milhões de cópias vendidas até o dia da cerimônia do Grammy, que geralmente acontece entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. 
Essa não é a primeira vez que a Lady Gaga recebe grande atenção para a principal categoria do Grammy. Quase todos os álbuns da Gaga foram indicados à categoria Álbum do Ano, e todos até o momento não foram bem-sucedidos para os votos da Academia. Em 2008, a Lady Gaga fez uma estréia estrondosa causando impactos notórios à cultura pop com o The Fame, mas só isso não foi o suficiente para a bancada honrar o álbum com o título de …

Análise do Poema Modinha de Cecília Meireles

analise do poema modinha de cecilia meireles
Cecília Meireles



Modinha de Cecília de Meireles


Tuas palavras antigas
Deixei-as todas, deixei-as,
Junto com as minhas cantigas,
Desenhadas nas areias.

Tantos sóis e tantas luas
Brilharam sobre essas linhas,
Das cantigas – que eram tuas –
Das palavras – que eram minhas!

O mar, de língua sonora,
Sabe o presente e o passado,
Canta o que é meu, vai-se embora:
Que o resto é pouco e apagado.
Autor: Luca Alves

Análise do Poema Modinha de Cecília Meireles 


Cecília Meireles (1901 - 1964) manifesta sua arte no segundo tempo modernista, que começa no início da década de 1930, mas também flerta com outra escola literária na produção de seus poemas. Cecília, que ganhou destaque no cânone literário como sendo poetisa, mescla características do movimento modernista com o movimento simbolista em seus poemas. O Simbolismo aconteceu, tanto no Brasil quanto em Portugal, entre o fim do século XIX e o início do século XX, e suas características, tais como a poesia e sua aproximação das outras artes e a poesia bucólica, espiritual e sensorial como resposta ao materialismo em excesso, são facilmente encontradas nos poemas de Cecília Meireles.

Note como o poema Modinha segue um ritmo de leitura e suas características estilísticas estão diretamente ligadas aos sentidos voltados à natureza: “Tuas palavras antigas/desenhadas nas areias”, “Tantos sóis tantas luas/brilhavam sobre essas linhas”, “O mar sabe o presente e o passado”. Ademais, redondilhas maiores de sete silabas, como separa Campedelli e Souza (2002), são usadas para criar ritmo e facilitar a leitura e memorização do poema: “Tu(1) / as(2) / pa(3) / la (4) / vra(5) / san(6) / ti(7) /gas – dei(1) / xei-(2) / as(3) /to(4) / das,(5) / dei(6) / xei(7) / as...”  

Do Segundo tempo modernista, é possível encontrar em Modinha de Cecília Meireles as características da poesia intimista. Na primeira estrofe há a exposição dos sentimentos e das emoções do eu-lírico: “Tuas palavras antigas/deixei-as todas, deixei-as/junto com as minhas cantigas,/desenhas nas areias”. O lirismo segue até as últimas linhas da última estrofe quando Cecília escreve: “Canta o que é meu, vai-se embora:/que o resto é pouco e apagado”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


SILVA, A. C. da; RAMOS, S. V. Literatura Portuguesa e Brasileira V. Batatais: Claretiano, 2015.

MESQUITA, I. R. A. Literaturas de Língua Portuguesa VI: Modernismo (II). Batatais: Claretiano, 2007.

CAMPEDELLI S. Y., SOUZA J. B. Literatura, Produção de Texto & Gramática - volume único. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2002. 



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