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GRAMMY: POR QUE A ARIANA GRANDE MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A ARIANA GRANDE MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Vivendo o auge comercial da sua carreira, Ariana Grande tem muitos motivos pelos quais ela deveria vencer o Grammy na categoria Álbum do Ano. Lançado em fevereiro do ano passado, o thank u, next, quinto álbum de estúdio da Ariana, teve o melhor desempenho comercial e crítico na carreira da cantora, somando 360 mil exemplares comercializados na primeira semana nos Estados Unidos, garantindo a ela o quarto topo na maior parada de álbuns da Billboard e marcando a maior nota (86) da cantora no Metacritic.
Apostando nas tendencias do trap, gênero que tem rendido bons frutos a uma parte da indústria fonográfica, Ariana Grande obteve o feito histórico de ser a única artista solo a ter três músicas charteando simultaneamente nas três primeiras posições da principal parada de single da Billboard. Feito antes alcançado apenas pelos Beatles, Ariana colocou 7 Rings em primeiro lugar na hot 100, break up with …

ANÁLISE: Há Uma Gota de Sangue Em Cada Poema de Mário de Andrade

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Análise de Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema de Mário de Andrade


Análise de Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema de Mário de Andrade 


Há Uma Gota de Sangue Em Cada Poema, de 1917, é a primeira produção literária de Mário de Andrade, um reflexo da Primeira Guerra Mundial com rimas e métrica como as produções parnasianas que ainda lutavam por sobrevivência no período pré-modernista. São poemas cotidianos, soturnos e frios como o contexto no qual foram escritos. São imaturos, como o próprio Mario de Andrade veio a descrevê-los ao organizá-los em um volume intitulado "Obra Imatura" juntamente às produções A Escrava Que Não Era Isaura (1925) e Primeiro Andar (1926). Ao mesmo tempo em que são retrógrados em sua composição estética, são revolucionários em seu conteúdo que pende ao ativismo que seria uma das características do movimento encabeçado também por Mario de Andrade: o Modernismo.

Mário lançou Há Uma Gota de Sangue Em Cada Poema aos 25 anos sob o pseudônimo de Mario Sobral. A essa altura, Mário já era dedicado aos estudos das artes, como comenta Rezende no livro Semana de Arte Moderna de 2006: "Com 25 anos, [Mário de Andrade] era leitor insaciável, sistemático, anotava tudo como o prova o material do seu acervo pertencente hoje ao Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB, da USP. Mário que jamais pisou fora do Brasil, conhecia [as Vanguardas Europeias] através das revistas estrangeiras". (REZENDE, 2006).

Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema não é o ápice artístico de Mario de Andrade, mas não é para tão pouco como a crítica da época havia descrito. Ainda precisava de um pouco mais de tempo até que ele conhecesse melhor o terreno no qual estava pisando. A impressão que tive ao longo dos meses de estudo da vida e das obras de Mario de Andrade é que a leitura de Há Uma Gota de Sangue Em Cada Poema é quase que obrigatória para acompanhar a evolução artística dele como escritor em tão pouco tempo. É uma obra mediana, o que não significa que seja de baixa qualidade, e que tem muito a dizer sobre Mario de Andrade.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

REZENDE N. A Semana de Arte Moderna. 2ed. São Paulo: Ática, 2006. 


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