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REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

REVIEW Everything is Love de Beyoncé e Jay Z

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Everything is Love, 2018, Beyoncé & Jay Z.
Autor: Luca Alves


Sábado foi dia de lançamentos. Como de costume, Os Carters conseguiram parar o mundo para a arte - e dessa vez não apenas para a sua arte, mas também para as artes que estão no Louvre - com o lançamento do vídeo clipe de Apesh**t, o primeiro single do Everything is Love. Nove faixas do álbum conjunto entre Beyoncé e Jay Z foram disponibilizadas no Tidal, na noite de 16 de junho de 2018, e o vídeo clipe do carro-chefe da nova era foi disponibilizado no Youtube. E o melhor: tudo de surpresa. 

Por Apesh**t é possível (literalmente) ver que o forte da nova era será a estética visual - assim como tem sido nos últimos trabalhos individuais do casal: Lemonade e 4:44. Por Formation, Beyoncé levou Grammy de melhor vídeo clipe de 2016; por Story of O.J., Jay Z levou indicação ao Grammy de melhor vídeo clipe de 2017. Apesh**t é minha aposta pessoal para Grammy na categoria melhor vídeo clipe de 2018. Na minha humilde opinião, Apesh***t é o melhor trabalho audiovisual lançado esse ano até o momento e vai ser difícil superar essa obra de arte em qualidade.

Apesh**t soa bem atual, com elementos do rap, do trap e do hip-hop. Ela conta com a participação do Quavo no refrão. Em um dos primeiros versos, Beyoncé mostra toda sua versatilidade com um rap sobre igualdade entre os sexos. No versos de Jay Z, polêmicas são envolvidas, mas ainda são desconhecidas pelo público - como o lance do Jay Z e o Super Bowl e o lance do Jay Z e o Grammy. Este, embora não tenha nada certo, por "Tell the Grammy's fuck that 0 for 8 shit" é possível imaginar que ele se refira às oito indicações sem vitória à última cerimônia do Grammy.

Nice é a quarta faixa do álbum - e a primeira no meu coração. No momento é a minha música favorita. Beyoncé agora divide o refrão com Pharrell Williams, e o trio canta sobre questões raciais. Na verdade, o Everything is Love é todo sobre questões raciais; algumas faixas deixam isso mais evidente do que outras. Em Nice, Beyoncé também fala sobre o quão pouco se importa com os streamings e para tanto ela manda aquela referência ao Half Baked: fuck you, fuck you, you're cool, fuck you.

Além de Nice, Black Effect e Heard About Us também chamaram muito a minha atenção. Black Affect é o ápice artístico do álbum. A música começa com um monólogo sobre tipos de amor e logo se encontra com as batidas pesadas e típicas do cenário do rap atual. Mais e mais referências são usadas no Everything is Love. No meio de tantas referências, em Black Effect é possível encontrar nomes como Malcolm X e Martin Luther King, grandes líderes do movimento negro nos Estados Unidos. Heard About Us carrega uma estética incrível. Algo em Heard About Us me faz lembrar do Lemonade, como se o destino inicial dessa música fosse o último álbum da Beyoncé, e o trecho "Louis slugger to your four door/Careful your get what you asked for" apenas acentua essa atmosfera. Louis slugger é a marca do taco de basebol que a Beyoncé usa no vídeo clipe de Hold Up e esse trecho pode estar ligado à traição, segundo o Genius.

Embora eu tenha achado o Everything is Love bem acima da média - ele recebe nota 80 pela crítica especializada do Metacritic, e se eu fizesse parte da banca avaliadora do Metacritic, eu seria mais generoso com o álbum atribuindo nota acima de 85, pois não é todo dia que se escuta uma obra de arte como essa -, a participação dos Migos no álbum me incomodou um pouco por conta do passado sujo que eles têm. Apesh**t foi bem recebida pelo público que ressaltou o título donos da *** toda que os Carters carregam, mas nada foi dito na internet sobre a participação dos Migos no álbum da Beyoncé e do Jay Z. Achei incoerente. Quando a Katy Perry lançou Bon Appétit, há um ano, deixando a desejar na qualidade do segundo single do Witness, seu quarto álbum de estúdio, as pessoas usaram a participação dos Migos para enfatizar a falta de qualidade que a música tinha. Everything is Love é um álbum incrível, mas me deixou com um pé atrás em relação à honestidade das pessoas envolvidas na militância. E isso é tanto sobre as pessoas que militam na internet quanto sobre as pessoas que militam na arte. Até onde elas estão sendo sinceras?


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