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GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Há um ano debutava no topo da parada de discos da Billboard o A Star is Born com 231 mil cópias comercializadas no território americano. Pouco mais de um ano desde o seu lançamento, a trilha sonora do Nasce Uma Estrela soma mais de 6 milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo e mantém uma estabilidade que talvez supere fácil a marca de 8 milhões de cópias vendidas até o dia da cerimônia do Grammy, que geralmente acontece entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. 
Essa não é a primeira vez que a Lady Gaga recebe grande atenção para a principal categoria do Grammy. Quase todos os álbuns da Gaga foram indicados à categoria Álbum do Ano, e todos até o momento não foram bem-sucedidos para os votos da Academia. Em 2008, a Lady Gaga fez uma estréia estrondosa causando impactos notórios à cultura pop com o The Fame, mas só isso não foi o suficiente para a bancada honrar o álbum com o título de …

Análise de "Fonte" de Marcel Duchamp

fonte marcel duchamp
Fonte, 1917, Marcel Duchamp.
Autor: Luca Alves

Análise de "Fonte" de Marcel Duchamp


Os mundos estavam virados de ponta-cabeça - o nosso e o da arte. A humanidade recebia uma visita indesejada por muitos: A Primeira Guerra Mundial. A arte, como fiel representante da realidade, precisava fazer alguma coisa a respeito. Foi então que o movimento Dadá foi projetado em Zurique, na Suíça, e o Cabaret Voltaire foi o cenário perfeito para Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp germinarem aquilo que seria em alguns anos o surrealismo: o dadaísmo.

O Dadá não significa nada, como o próprio Tzara comentou. Na verdade, Dadá significa tudo. É exatamente por ele não significar nada que ele pode significar tudo. O movimento usa o non-sense para chamar atenção para o caos e a desordem. Nada mais fazia sentido. O sentimento artístico era esse mais um pouco de frustração, decepção e tristeza: a que ponto o ser humano chegou? A humanidade havia regredido. E lá estavam os dadaístas replicando a realidade.

Duchamp gostava de causar, isso dava para ver através de episódios como aquele em Nova Iorque e sua exposição de Nu Descendo Uma Escada, 1912. Ele sabia exatamente o que estava fazendo e sabia mais ainda que seria um clássico atemporal. Logo, o alvoroço criado por ele após a apresentação do urinol em um concurso de arte com assinatura de R. Mutt não lhe foi estranho.

Leia também: Análise de Marilyn Diptych de Andy Warhol.

Com o mictório, Duchamp trouxe o conceito para a arte - algo que ele já vinha trabalhado em outros projetos artísticos, mas sem o retorno esperado. Ele se apropriou de objetos do cotidiano, os chamados ready-made, para questionar o conceito de arte, os limites da arte e a real importância do clássico e neoclássico na produção artística. Para Duchamp, a arte não se trata de reprodução de técnicas; arte é criação. O urinol não foi feito para ser mantido, tanto que ele foi descartado depois de ter sido fotografado, e os que estão em exposição no mundo são réplicas do original. O urinol é uma sátira aos padrões, tanto que a ele são atribuídos os créditos de ruptura de padrões no âmbito artístico: a arte nunca mais foi a mesma desde Duchamp.

Ainda sobre o dadaísmo, em 2013, no Music Video Awards, Lady Gaga fazia a primeira performance televisiva do primeiro single do seu quarto álbum de estúdio, o ARTPOP. A música e a apresentação contêm muitas referências ao Dadaísmo e à quebra de padrões do clássico e do neoclássico: Man Ray, Marcel Duchamp, Sandro Botticelli etc. Leia mais sobre o ARTPOP e suas referências artísticas em: referências artísticas na capa do álbum ARTPOP da Lady Gaga.

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