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REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

Análise de "Fonte" de Marcel Duchamp

fonte marcel duchamp
Fonte, 1917, Marcel Duchamp.
Autor: Luca Alves

Análise de "Fonte" de Marcel Duchamp


Os mundos estavam virados de ponta-cabeça - o nosso e o da arte. A humanidade recebia uma visita indesejada por muitos: A Primeira Guerra Mundial. A arte, como fiel representante da realidade, precisava fazer alguma coisa a respeito. Foi então que o movimento Dadá foi projetado em Zurique, na Suíça, e o Cabaret Voltaire foi o cenário perfeito para Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp germinarem aquilo que seria em alguns anos o surrealismo: o dadaísmo.

O Dadá não significa nada, como o próprio Tzara comentou. Na verdade, Dadá significa tudo. É exatamente por ele não significar nada que ele pode significar tudo. O movimento usa o non-sense para chamar atenção para o caos e a desordem. Nada mais fazia sentido. O sentimento artístico era esse mais um pouco de frustração, decepção e tristeza: a que ponto o ser humano chegou? A humanidade havia regredido. E lá estavam os dadaístas replicando a realidade.

Duchamp gostava de causar, isso dava para ver através de episódios como aquele em Nova Iorque e sua exposição de Nu Descendo Uma Escada, 1912. Ele sabia exatamente o que estava fazendo e sabia mais ainda que seria um clássico atemporal. Logo, o alvoroço criado por ele após a apresentação do urinol em um concurso de arte com assinatura de R. Mutt não lhe foi estranho.

Leia também: Análise de Marilyn Diptych de Andy Warhol.

Com o mictório, Duchamp trouxe o conceito para a arte - algo que ele já vinha trabalhado em outros projetos artísticos, mas sem o retorno esperado. Ele se apropriou de objetos do cotidiano, os chamados ready-made, para questionar o conceito de arte, os limites da arte e a real importância do clássico e neoclássico na produção artística. Para Duchamp, a arte não se trata de reprodução de técnicas; arte é criação. O urinol não foi feito para ser mantido, tanto que ele foi descartado depois de ter sido fotografado, e os que estão em exposição no mundo são réplicas do original. O urinol é uma sátira aos padrões, tanto que a ele são atribuídos os créditos de ruptura de padrões no âmbito artístico: a arte nunca mais foi a mesma desde Duchamp.

Ainda sobre o dadaísmo, em 2013, no Music Video Awards, Lady Gaga fazia a primeira performance televisiva do primeiro single do seu quarto álbum de estúdio, o ARTPOP. A música e a apresentação contêm muitas referências ao Dadaísmo e à quebra de padrões do clássico e do neoclássico: Man Ray, Marcel Duchamp, Sandro Botticelli etc. Leia mais sobre o ARTPOP e suas referências artísticas em: referências artísticas na capa do álbum ARTPOP da Lady Gaga.

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