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Destaques

A doce suspresa de Ameaça Profunda

Autor: Daniel Moreira
A doce surpresa de Ameaça Profunda
Geralmente é em janeiro que os estúdios lançam aqueles filmes que eles não sabem onde colocar. É uma época de férias, a vibe mais família do Natal e Ano Novo já passou  e o dia dos namorados só acontece em fevereiro (nos EUA), então são algumas semanas sem nada de muito acontecimento, apesar de que isso vem mudando aos poucos já que as janelas para grandes lançamentos estão ficando cada vez mais apertadas devido a enorme quantidade de blockbusters. 
Surge então uma doce surpresa: Ameaça Profunda é um filme dirigido por William Eubank e tem como protagonistas a Kristen Stewart, Jessica Henwick, T J Miller e Vincent Cassel. Conta a história de um grupo de pesquisadores que lutam para sobreviver depois que um terremoto causa destruição em um laboratório subaquático e eles precisam chegar na superfície, além disso, é preciso enfrentar estranhas criaturas das profundezas

O filme tem um orçamento considerável para um longa de ficção …

Análise de "Fonte" de Marcel Duchamp

fonte marcel duchamp
Fonte, 1917, Marcel Duchamp.
Autor: Luca Alves

Análise de "Fonte" de Marcel Duchamp


Os mundos estavam virados de ponta-cabeça - o nosso e o da arte. A humanidade recebia uma visita indesejada por muitos: A Primeira Guerra Mundial. A arte, como fiel representante da realidade, precisava fazer alguma coisa a respeito. Foi então que o movimento Dadá foi projetado em Zurique, na Suíça, e o Cabaret Voltaire foi o cenário perfeito para Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp germinarem aquilo que seria em alguns anos o surrealismo: o dadaísmo.

O Dadá não significa nada, como o próprio Tzara comentou. Na verdade, Dadá significa tudo. É exatamente por ele não significar nada que ele pode significar tudo. O movimento usa o non-sense para chamar atenção para o caos e a desordem. Nada mais fazia sentido. O sentimento artístico era esse mais um pouco de frustração, decepção e tristeza: a que ponto o ser humano chegou? A humanidade havia regredido. E lá estavam os dadaístas replicando a realidade.

Duchamp gostava de causar, isso dava para ver através de episódios como aquele em Nova Iorque e sua exposição de Nu Descendo Uma Escada, 1912. Ele sabia exatamente o que estava fazendo e sabia mais ainda que seria um clássico atemporal. Logo, o alvoroço criado por ele após a apresentação do urinol em um concurso de arte com assinatura de R. Mutt não lhe foi estranho.

Leia também: Análise de Marilyn Diptych de Andy Warhol.

Com o mictório, Duchamp trouxe o conceito para a arte - algo que ele já vinha trabalhado em outros projetos artísticos, mas sem o retorno esperado. Ele se apropriou de objetos do cotidiano, os chamados ready-made, para questionar o conceito de arte, os limites da arte e a real importância do clássico e neoclássico na produção artística. Para Duchamp, a arte não se trata de reprodução de técnicas; arte é criação. O urinol não foi feito para ser mantido, tanto que ele foi descartado depois de ter sido fotografado, e os que estão em exposição no mundo são réplicas do original. O urinol é uma sátira aos padrões, tanto que a ele são atribuídos os créditos de ruptura de padrões no âmbito artístico: a arte nunca mais foi a mesma desde Duchamp.

Ainda sobre o dadaísmo, em 2013, no Music Video Awards, Lady Gaga fazia a primeira performance televisiva do primeiro single do seu quarto álbum de estúdio, o ARTPOP. A música e a apresentação contêm muitas referências ao Dadaísmo e à quebra de padrões do clássico e do neoclássico: Man Ray, Marcel Duchamp, Sandro Botticelli etc. Leia mais sobre o ARTPOP e suas referências artísticas em: referências artísticas na capa do álbum ARTPOP da Lady Gaga.

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