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Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

REVIEW Com Amor, Simon

com amor, simon
Com Amor, Simon, 2018.  


Nick Robson é Simon. Simon tem um segredo. Simon tem uma família e amigos. Simon é amado pelos seus amigos e familiares, e Simon tem um segredo. Simon é gay e é sobre isso que o filme é: sobre seu processo de aceitação. 

Ele conhece Blue, um garoto do seu colégio com o qual ele troca e-mails de forma anônima sobre todo o processo de aceitação. Com a proximidade sentimental, laços são criados entre eles e, por Blue, Simon se apaixona sem antes mesmo conhecer sua identidade. O contato entre eles é perdido quando alguém descobre os e-mails trocados entre os dois garotos que até então não eram assumidos para ninguém. Simon, que tem a conta de e-mail invadida, passa a ser chantageado, e tamanha pressão é mais do que suficiente para dar início a um processo de abalo na relação dele para com seus amigos e familiares. 

Eu fui assistir ao Com Amor, Simon com o comentário do Papel Pop ecoando em minha mente: "trilha sonora maravilhosa". Eu preciso concordar. E eu preciso concordar em voz alta. Whitney Houston, Bleachers, The Jackson 5, Troye Sivan, Meghan Trainor, The 1975, Khalid e Normani, e uma fanfarra tocando Bad Romance da Gaga (eu juro que eu precisava mencionar o fato de que existia uma fanfarra tocando Bad Romance, eu estava começando a ficar chateado que no meio de tantas boas referências a Gaga não fosse inserida). 

O filme é um adaptação do livro Simon vs A Agenda Homo Sapiens da Becky Albertalli e dirigido por Greg Berlanti (DC feels). Eu tentei escrever essa crítica de forma respeitosa sem ofender ninguém com meu parecer. Espero cumprir com o que planejava. O filme se trata de mais um caso de Esquadrão Suicida: boa trilha sonora, filme ruim. Não diria ruim, mas fraco, utópico, clichê demais, foge totalmente daquilo que chamamos de verossímil. O filme parece mais uma produção sobre adolescentes da Netflix, uma nova temporada da Malhação (se bem que as últimas temporadas da Malhação têm acertado na mosca), uma versão piorada e de baixo orçamento das adaptações do John Green para o cinema (e olha que as adaptações do John Green para o cinema não são lá aquelas coisas toda), a cara das coisas que a Intrínseca adora trazer para o Brasil (aliás, eu nem sei que editora trouxe o livro para o Brasil, mas parece óbvio, não?).  

O filme tem poucos pontos fortes e os fracos se sobressaem. Se comparado ao Beira-Mar, que é outro filme gay, e que tem crítica aqui no blog, os diálogos são bem construídos e cumprem com o expressar sentimental das personagens, mas pecam em exagerar no drama. As atuações são entre medianas para boas, e acho que, além da trilha sonora, o que salva o filme é atuação e o elenco. A história é entediante e previsível. E por ser uma história que explora o sentimento das personagens durante todo o filme (e talvez isso seja mais um ponto positivo) te dá uma sensação de acolhimento, conformidade e por conseguinte superestimação mesmo achando lá no fundo que o filme não passa de ser mediano, ok, dá para assistir a ele com a família em um domingo à noite quando todo mundo está morrendo de sono e esperando a segunda-feira chegar. Persuasão é a palavra. Ele também te faz querer ter um namoradinho. Persuasão de novo. Típico dos contos de fadas gay, vide Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, Beira-Mar, Me Chame Pelo Seu Nome, que mesmo se encaixando na categoria "contos de fadas gay", "utópico", "foge totalmente daquilo que chamamos de verossímil" têm muita coisa a se aproveitar, o que não é o caso do Com Amor, Simon. Desculpa.


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