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Destaques

A doce suspresa de Ameaça Profunda

Autor: Daniel Moreira
A doce surpresa de Ameaça Profunda
Geralmente é em janeiro que os estúdios lançam aqueles filmes que eles não sabem onde colocar. É uma época de férias, a vibe mais família do Natal e Ano Novo já passou  e o dia dos namorados só acontece em fevereiro (nos EUA), então são algumas semanas sem nada de muito acontecimento, apesar de que isso vem mudando aos poucos já que as janelas para grandes lançamentos estão ficando cada vez mais apertadas devido a enorme quantidade de blockbusters. 
Surge então uma doce surpresa: Ameaça Profunda é um filme dirigido por William Eubank e tem como protagonistas a Kristen Stewart, Jessica Henwick, T J Miller e Vincent Cassel. Conta a história de um grupo de pesquisadores que lutam para sobreviver depois que um terremoto causa destruição em um laboratório subaquático e eles precisam chegar na superfície, além disso, é preciso enfrentar estranhas criaturas das profundezas

O filme tem um orçamento considerável para um longa de ficção …

Análise de "Marilyn Diptych" de Andy Warhol

Marilyn Diptych, 1962, Andy Warhol
Marilyn Diptych, 1962, Andy Warhol
Autor: Luca Alves

Análise de Marilyn Diptych de Andy Warhol

No contexto pós-guerra, a economia indo melhor impossível, o mundo estava vivendo em um cenário onde a produção não tinha limites e o consumo tampouco. A Pop Art surge na década de 1950 na Inglaterra com o Grupo Independente, mas só se concretiza na década seguinte, e os Estados Unidos, como exemplo capitalista, tem todo o combustível criativo para os artistas desse movimento.

Andy Warhol se destaca no contexto da Pop Art por já ter se inserido ao movimento com certa notoriedade nos Estados Unidos. Warhol já tinha trabalhos realizados para Vogue, Tiffany & CO, Glamour e outras marcas de prestigio em território americano, e seu estilo sempre foi o mesmo, com características próprias daquilo que veio a introduzir na arte propriamente dita, ou seja, alguém já tinha visto Warhol antes de tê-lo visto nas galerias, o que pode ter facilitado a interiorização do seu trabalho. Ou não. Por outro lado, com a notoriedade que ele já tinha como designer, se consagrar como artista foi um processo demorado, mas conseguiu e hoje ao lado de grandes nomes como Richard Hamilton, Roy Lichtenstein e Jeff Koons faz parte do cânone artístico e representam muito bem o movimento no qual estão inseridos.

Aliás, leia sobre Jeff Koons e as Referências Artísticas na Capa do Álbum ARTPOP da Lady Gaga!

Warhol começa a pintar Marilyn, sob técnicas de serigrafia, pouco após a morte de Marilyn Monroe, em 1962. Assim como As Latas de Sopas Campbell, Marilyn é uma sequência de imagens parecidas. Andy usa cores quentes, fortes, características do movimento que se expressa no meio do furdunço visual que é a década de 1950 e 1960. No momento em que vivia, as cores fortes estavam presentes na publicidade: outdoors, comerciais de televisão (detalhe, a televisão colorida estava se popularizando), embalagens de diversos tipos de produtos, na música, seja em vestimentas de artistas, seja em capas de CDs, no cinema, seja em cartazes, seja no próprio filme. Andy Warhol faz de Marilyn uma mercadoria e as Marilyns em preto e branco representam a imagem desgastada de um produto da mídia - tema muito recorrente nos álbuns da Lady Gaga, digno de nota. Aliás, Andy Warhol é uma das influencias da Lady Gaga e ela tem mostrado que ele é uma de suas inspirações desde que o nome dele foi parar no encarte do seu primeiro álbum de estúdio, o The Fame.

Marilyn de Andy Warhol também pode mostrar dois lados da carreira da diva: "the Primadonna life: the rise and fall". A imagem é um recorte de uma foto promocional do filme Niagara de 1953. O lado colorido representa o sucesso, o glamour, a ascensão de uma estrela, a parte boa do que era e do que foi ser Marilyn Monroe, seu legado para a cultura popular, enquanto que o lado em preto e branco representa o fim trágico de mais uma vítima da mídia, o fim precoce de uma carreira, de uma vida, a representação do anuncio de jornal sobre a morte dela, "Death in America".

O que torna essa obra incrível e fascinante é a sua essência ainda muito atual. A sua poética, o seu significado ainda se repete tantos anos desde a sua criação. Casos como a própria era ARTPOP da Lady Gaga ilustram bem como a mídia que coloca um artística no topo pode derrubá-lo sem muito esforço, como sua arte pode deixar de ser significativa para os críticos, para o público no seu sentido literal da palavra e passa a ser mercadoria, apenas mercadoria, e todo o resto é simplesmente ignorado. Marilyn Monroe é lembrada como simbolo sexual, mas para a massa pouco importa suas habilidades artísticas. Ela compunha, escrevia poemas, atuava, cantava, mas seu nome é até os dias de hoje associado a um rosto bonito sem muito a oferecer além do prazer visual. E o que movimenta a ideia da cultura popular é isso.

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