Pular para o conteúdo principal

Destaques

GRAMMY: POR QUE A ARIANA GRANDE MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A ARIANA GRANDE MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Vivendo o auge comercial da sua carreira, Ariana Grande tem muitos motivos pelos quais ela deveria vencer o Grammy na categoria Álbum do Ano. Lançado em fevereiro do ano passado, o thank u, next, quinto álbum de estúdio da Ariana, teve o melhor desempenho comercial e crítico na carreira da cantora, somando 360 mil exemplares comercializados na primeira semana nos Estados Unidos, garantindo a ela o quarto topo na maior parada de álbuns da Billboard e marcando a maior nota (86) da cantora no Metacritic.
Apostando nas tendencias do trap, gênero que tem rendido bons frutos a uma parte da indústria fonográfica, Ariana Grande obteve o feito histórico de ser a única artista solo a ter três músicas charteando simultaneamente nas três primeiras posições da principal parada de single da Billboard. Feito antes alcançado apenas pelos Beatles, Ariana colocou 7 Rings em primeiro lugar na hot 100, break up with …

Romantismo: Teatro, Literatura e Escravidão

Jean-Baptiste
By Jean-Baptiste Debret


É sabido que o Romantismo, como escola literária, é dividido em três distintas gerações: nacionalista, ultrarromântica e condoreira. Nesta última, o teatro assume uma postura ainda mais revolucionária do que nas demais, pois, além de ir contra a maré social, ela também se contrapõe ao próprio movimento romântico em alguns aspectos: enquanto os nacionalistas apontavam para os índios e para os costumes burgueses a luz do holofote em seus romances, os condoreiros davam aos negros o protagonismo em suas peças como forma de militância antiescravista (FARIA, 2013). Os negros também faziam parte da nossa história.

A visibilidade negra em obras literárias como forma de militância já era realidade nas produções brasileiras desde Gregório de Matos, mas é no século XIX, mais precisamente na terceira geração romântica, que as coisas tomam proporções maiores, talvez por conta do cenário histórico nacional da época.

Mesmo que haja controvérsias sobre o posicionamento de José de Alencar em relação ao assunto, suas peças representam uma divisão significativa no teatro romântico, porque, antes delas, segundo FARIA, 2013, os negros conseguiam no máximo um papel secundário, e a escravidão nunca fora abertamente discutida com o público. As peças O Demônio Familiar e Mãe, de autoria de Alencar, ilustram o quão delicado era o assunto: o negro precisava passar comoção para ser reconhecido como ser humano. Com suas peças, Alencar buscou preparar a sociedade do século XIX para uma já esperada abolição a fim de minimizar a marginalização dos negros, que mesmo livres, poderiam retornar ao trabalho escravo por conta da estrutura social da época. E foi o que aconteceu. 

Leia também: Romantismo: Ufanismo Nacionalista

Depois de José de Alencar, vieram tantos outros como apologistas da ideia de fim da escravidão no país. E outra estratégia usada pelos românticos a fim de acabar de vez com a escravidão era afirmar que a sociedade da segunda metade do século XIX estava cometendo anacronismo ao manter costumes da colônia – ter negros como propriedade (FARIA, 2013). 

O teatro romântico termina com Castro Alves com as peças Gonzaga e A Revolução de Minas, mas a temática vai além e alcança também o teatro realista. Além da grande contribuição do teatro romântico para a conscientização mais direta acerca dos cativeiros, outros fatores ajudaram para que, em 1888, enfim, fosse assinada pela princesa Isabel, sob regência do seu pai, D. Pedro II, a Leia Áurea, que dava aos negros a liberdade - e ao Brasil o vergonhoso status de um dos últimos países a abolir a escravidão no mundo (FARIA, 2013).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FARIA, J. R. Teatro romântico e escravidão. Teresa: revista de literatura brasileira. n. 12/13 São Paulo: Universidade de São Paulo, 2013. Acesso em março de 2017.

MAGALHÃES, N. M. José de Alencar e Escravidão: suas peças teatrais e o pensamento sobre o processo abolicionista - 2015. Acesso em março de 2017.

PROENCA FILHO, D. P. A trajetória do negro na literatura brasileira. Estud. av., São Paulo, v. 18, n. 50, p. 161-193, Abril de 2005. Acesso em março de 2018. 


Minhas Redes Sociais:

Comentários

  1. Esse é o tipo de blog que nossa geração precisa: didático, inteligente e artístico!
    Obrigada por escrever! <3

    leticiaeostreze.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas