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GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Há um ano debutava no topo da parada de discos da Billboard o A Star is Born com 231 mil cópias comercializadas no território americano. Pouco mais de um ano desde o seu lançamento, a trilha sonora do Nasce Uma Estrela soma mais de 6 milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo e mantém uma estabilidade que talvez supere fácil a marca de 8 milhões de cópias vendidas até o dia da cerimônia do Grammy, que geralmente acontece entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. 
Essa não é a primeira vez que a Lady Gaga recebe grande atenção para a principal categoria do Grammy. Quase todos os álbuns da Gaga foram indicados à categoria Álbum do Ano, e todos até o momento não foram bem-sucedidos para os votos da Academia. Em 2008, a Lady Gaga fez uma estréia estrondosa causando impactos notórios à cultura pop com o The Fame, mas só isso não foi o suficiente para a bancada honrar o álbum com o título de …

Romantismo: Teatro, Literatura e Escravidão

Jean-Baptiste
By Jean-Baptiste Debret


É sabido que o Romantismo, como escola literária, é dividido em três distintas gerações: nacionalista, ultrarromântica e condoreira. Nesta última, o teatro assume uma postura ainda mais revolucionária do que nas demais, pois, além de ir contra a maré social, ela também se contrapõe ao próprio movimento romântico em alguns aspectos: enquanto os nacionalistas apontavam para os índios e para os costumes burgueses a luz do holofote em seus romances, os condoreiros davam aos negros o protagonismo em suas peças como forma de militância antiescravista (FARIA, 2013). Os negros também faziam parte da nossa história.

A visibilidade negra em obras literárias como forma de militância já era realidade nas produções brasileiras desde Gregório de Matos, mas é no século XIX, mais precisamente na terceira geração romântica, que as coisas tomam proporções maiores, talvez por conta do cenário histórico nacional da época.

Mesmo que haja controvérsias sobre o posicionamento de José de Alencar em relação ao assunto, suas peças representam uma divisão significativa no teatro romântico, porque, antes delas, segundo FARIA, 2013, os negros conseguiam no máximo um papel secundário, e a escravidão nunca fora abertamente discutida com o público. As peças O Demônio Familiar e Mãe, de autoria de Alencar, ilustram o quão delicado era o assunto: o negro precisava passar comoção para ser reconhecido como ser humano. Com suas peças, Alencar buscou preparar a sociedade do século XIX para uma já esperada abolição a fim de minimizar a marginalização dos negros, que mesmo livres, poderiam retornar ao trabalho escravo por conta da estrutura social da época. E foi o que aconteceu. 

Leia também: Romantismo: Ufanismo Nacionalista

Depois de José de Alencar, vieram tantos outros como apologistas da ideia de fim da escravidão no país. E outra estratégia usada pelos românticos a fim de acabar de vez com a escravidão era afirmar que a sociedade da segunda metade do século XIX estava cometendo anacronismo ao manter costumes da colônia – ter negros como propriedade (FARIA, 2013). 

O teatro romântico termina com Castro Alves com as peças Gonzaga e A Revolução de Minas, mas a temática vai além e alcança também o teatro realista. Além da grande contribuição do teatro romântico para a conscientização mais direta acerca dos cativeiros, outros fatores ajudaram para que, em 1888, enfim, fosse assinada pela princesa Isabel, sob regência do seu pai, D. Pedro II, a Leia Áurea, que dava aos negros a liberdade - e ao Brasil o vergonhoso status de um dos últimos países a abolir a escravidão no mundo (FARIA, 2013).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FARIA, J. R. Teatro romântico e escravidão. Teresa: revista de literatura brasileira. n. 12/13 São Paulo: Universidade de São Paulo, 2013. Acesso em março de 2017.

MAGALHÃES, N. M. José de Alencar e Escravidão: suas peças teatrais e o pensamento sobre o processo abolicionista - 2015. Acesso em março de 2017.

PROENCA FILHO, D. P. A trajetória do negro na literatura brasileira. Estud. av., São Paulo, v. 18, n. 50, p. 161-193, Abril de 2005. Acesso em março de 2018. 


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Comentários

  1. Esse é o tipo de blog que nossa geração precisa: didático, inteligente e artístico!
    Obrigada por escrever! <3

    leticiaeostreze.blogspot.com.br

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