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REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

Romantismo: Teatro, Literatura e Escravidão

Jean-Baptiste
By Jean-Baptiste Debret

Autor: Luca Alves

Romantismo: Teatro, Literatura e Escravidão


É sabido que o Romantismo, como escola literária, é dividido em três distintas gerações: nacionalista, ultrarromântica e condoreira. Nesta última, o teatro assume uma postura ainda mais revolucionária do que nas demais, pois, além de ir contra a maré social, ela também se contrapõe ao próprio movimento romântico em alguns aspectos: enquanto os nacionalistas apontavam para os índios e para os costumes burgueses a luz do holofote em seus romances, os condoreiros davam aos negros o protagonismo em suas peças como forma de militância antiescravista (FARIA, 2013). Os negros também faziam parte da nossa história.

A visibilidade negra em obras literárias como forma de militância já era realidade nas produções brasileiras desde Gregório de Matos, mas é no século XIX, mais precisamente na terceira geração romântica, que as coisas tomam proporções maiores, talvez por conta do cenário histórico nacional da época.

Mesmo que haja controvérsias sobre o posicionamento de José de Alencar em relação ao assunto, suas peças representam uma divisão significativa no teatro romântico, porque, antes delas, segundo FARIA, 2013, os negros conseguiam no máximo um papel secundário, e a escravidão nunca fora abertamente discutida com o público. As peças O Demônio Familiar e Mãe, de autoria de Alencar, ilustram o quão delicado era o assunto: o negro precisava passar comoção para ser reconhecido como ser humano. Com suas peças, Alencar buscou preparar a sociedade do século XIX para uma já esperada abolição a fim de minimizar a marginalização dos negros, que mesmo livres, poderiam retornar ao trabalho escravo por conta da estrutura social da época. E foi o que aconteceu. 

Leia também: Romantismo: Ufanismo Nacionalista

Depois de José de Alencar, vieram tantos outros como apologistas da ideia de fim da escravidão no país. E outra estratégia usada pelos românticos a fim de acabar de vez com a escravidão era afirmar que a sociedade da segunda metade do século XIX estava cometendo anacronismo ao manter costumes da colônia – ter negros como propriedade (FARIA, 2013). 

O teatro romântico termina com Castro Alves com as peças Gonzaga e A Revolução de Minas, mas a temática vai além e alcança também o teatro realista. Além da grande contribuição do teatro romântico para a conscientização mais direta acerca dos cativeiros, outros fatores ajudaram para que, em 1888, enfim, fosse assinada pela princesa Isabel, sob regência do seu pai, D. Pedro II, a Leia Áurea, que dava aos negros a liberdade - e ao Brasil o vergonhoso status de um dos últimos países a abolir a escravidão no mundo (FARIA, 2013).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FARIA, J. R. Teatro romântico e escravidão. Teresa: revista de literatura brasileira. n. 12/13 São Paulo: Universidade de São Paulo, 2013. Acesso em março de 2017.

MAGALHÃES, N. M. José de Alencar e Escravidão: suas peças teatrais e o pensamento sobre o processo abolicionista - 2015. Acesso em março de 2017.

PROENCA FILHO, D. P. A trajetória do negro na literatura brasileira. Estud. av., São Paulo, v. 18, n. 50, p. 161-193, Abril de 2005. Acesso em março de 2018. 



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Comentários

  1. Esse é o tipo de blog que nossa geração precisa: didático, inteligente e artístico!
    Obrigada por escrever! <3

    leticiaeostreze.blogspot.com.br

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