Pular para o conteúdo principal

Destaques

GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?

Autor: Luca Alves GRAMMY: POR QUE A LADY GAGA MERECE LEVAR O PRÊMIO DE ÁLBUM DO ANO?
Há um ano debutava no topo da parada de discos da Billboard o A Star is Born com 231 mil cópias comercializadas no território americano. Pouco mais de um ano desde o seu lançamento, a trilha sonora do Nasce Uma Estrela soma mais de 6 milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo e mantém uma estabilidade que talvez supere fácil a marca de 8 milhões de cópias vendidas até o dia da cerimônia do Grammy, que geralmente acontece entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. 
Essa não é a primeira vez que a Lady Gaga recebe grande atenção para a principal categoria do Grammy. Quase todos os álbuns da Gaga foram indicados à categoria Álbum do Ano, e todos até o momento não foram bem-sucedidos para os votos da Academia. Em 2008, a Lady Gaga fez uma estréia estrondosa causando impactos notórios à cultura pop com o The Fame, mas só isso não foi o suficiente para a bancada honrar o álbum com o título de …

Lady Gaga morreu? (Análise do Super Bowl)

Lady Gaga Super Bowl
Lady Gaga no Super Bowl Halftime Show
Lembro como reagi quando ouvi Perfect Illusion pela primeira vez. Depois de ter ficado a madrugada no aguardo, a primeira coisa que eu disse quando a música acabou foi "o que é isso, Lady Gaga?". Fui tirado da zona de conforto sem aviso prévio e não sabia o que dizer a respeito da era que estava só começando.

Minha reação não foi tão diferente quando assisti ao show da Gaga no intervalo do Super Bowl 51. Assim como para a primeiro single do Joanne, eu criei expectativas, eu sonhei com algo bem diferente para o Super Bowl. Alice. Imaginei ela começando o show com a intro de G.U.Y., desfiles ao som de Bad Romance (Walk walk in fashion, baby) e muito microfone rodando ao som de Perfect Illusion. Na minha setlist também entravam Telephone, Judas, Born This Way e Million Reasons. Tudo isso em um medley de 13 minutos. Alice. 

Tive que assistir ao show mais de uma vez para tirar minhas conclusões. A principio eu tinha gostado. Mesmo. Mas não estava a nível de Super Bowl. Assistindo com mais calma, pude perceber coisas que não vi da primeira vez. Eu estava tão concentrado na minha objeção que não dei espaço para o que a Gaga havia preparado, e, assim como Perfect Illusion, o show da Gaga no intervalo do Super Bowl me tirou da zona de conforto para mostrar que existe espaço para uma nova Gaga, mais madura, mais mãe monstro do que nunca e mais louca do que sempre foi, porque, descer do telhado presa em cabos de aço é mamão com açúcar se comparado a tirar mais de 150 milhões de espectadores da sua zona de conforto com protestos de extrema ousadia. Coragem para poucos.



As pessoas têm reclamado (novidade rs) que não houve protesto político, que "esse era um péssimo momento para nacionalismo, Lady Gaga", mas por incrível que pareça, mesmo depois da Gaga ter dito que não teria nada relacionado ao assunto, a primeira coisa que eu notei foi o protesto no telhado do Super Bowl. "Por incrível que pareça" porque eu notei isso, mas não notei que o fundo do smash-up, que tocava enquanto a Gaga descia do telhado, era Dacing in the Dark. Um hinão desse, bicho. Como passou despercebido?

Gaga cantou God Bless America acompanhada por This Land is Your Land e não precisa quebrar a cabeça para perceber o nível da inteligência dessa mulher. This Land is Your Land é uma canção de protesto do cantor americano Woody Guthrie que vem sido usada nos rolês contra o atual presidente dos Estados Unidos. A fim de reduzir a polêmica, acredito eu, Gaga deixou de fora alguns trechos mais sugestivos, afinal aquele não era o momento para sofrer mais ainda com boicotes que ela já vinha sofrendo dos eleitores de Trump. 

E apesar dos boicotes, Gaga conseguiu quebrar alguns recordes, entrando para lista das apresentações mais icônicas do Super Bowl da história, conseguindo o feito de Super Bowl mais assistido da história e de evento musical mais assistido de todos os tempos. E para esclarecer as dúvidas levantadas pelos haters de que a Gaga havia morrido em 2010 e posteriormente em 2013: não, a Gaga não morreu. Gaga está vivíssima e passa muito bem. Obrigado. É o legado de David Bowie, o de camaleão da música, sendo passado adiante. Desde que haja um palco, Gaga estará sempre se reinventando e causando o desconforto. Lady Gaga: você ainda vai ouvir falar muito desse nome. Anota aí.

Minhas Redes Sociais:

Comentários

  1. Gostei. Acho que só quem tem moral pra fazer um ato político no SB é Beyoncé mesmo, é como se ela fosse inatingível pelos adversários; Gaga ainda não tem "peito" suficiente pra isso.
    Será que poderias fazer uma análise do Halftime Show 2013 com Beyoncé? Obgd!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas