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Destaques

Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA?

Autor: Luca Alves Future Nostalgia: O TOPO DA ASCENSÃO DA DUA LIPA? Nota: 4/5


É de tamanha excelência a qualidade do Future Nostalgia que foi uma das missões mais difíceis da minha vida expressar em fiéis palavras a extremidade artística positiva que este álbum representa. Estive tenso por tentar não deixar passar nada porque é de uma complexidade e inteligência lírica-compositora tão grande que eu estaria faltando com a honestidade se eu não deixasse muito claro que este álbum é simplesmente O ÁLBUM. E é lindo ver o mínimo, porém impactante amadurecimento da Dua Lipa depois do álbum homônimo porque a ela foi entregue o difícil papel de salvadora da música pop, quando em meados de 2017 ela tomou total protagonismo do gênero com New Rules sendo creditada como um dos pilares que representaria a música pop pelos próximos anos, e facilmente assumiu esse posto, não aproveitando muita coisa do tropical house em dominância no seu primeiro álbum, mas mantendo as composições maduras por um vié…

Inimigos por Luís Fernando Veríssimo

van gogh tumblr

Inimigos por Luís Fernando Veríssimo


O apelido de Maria Teresa, para o Noberto, era "Quequinha". Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Noberto pegava sua mão carinhosamente, e começava:
- Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
- Ora, Noberto!
Com o passar do tempo, o Noberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
- A mulher aqui...
Ou, às vezes:
- Esta mulherzinha...
Mas nunca mais Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Noberto passou a tratar a mulher por "Ela"
- Ela odeia o Charles Bronson.
- Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Noberto, a essa altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer "Essa aí" e apontar com o queixo.
- Essa aí... 
E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém
(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...) Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Noberto, nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
- Aquilo...

(VERÍSSIMO, L. F. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L & M, 1996)

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