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Destaques

A doce suspresa de Ameaça Profunda

Autor: Daniel Moreira
A doce surpresa de Ameaça Profunda
Geralmente é em janeiro que os estúdios lançam aqueles filmes que eles não sabem onde colocar. É uma época de férias, a vibe mais família do Natal e Ano Novo já passou  e o dia dos namorados só acontece em fevereiro (nos EUA), então são algumas semanas sem nada de muito acontecimento, apesar de que isso vem mudando aos poucos já que as janelas para grandes lançamentos estão ficando cada vez mais apertadas devido a enorme quantidade de blockbusters. 
Surge então uma doce surpresa: Ameaça Profunda é um filme dirigido por William Eubank e tem como protagonistas a Kristen Stewart, Jessica Henwick, T J Miller e Vincent Cassel. Conta a história de um grupo de pesquisadores que lutam para sobreviver depois que um terremoto causa destruição em um laboratório subaquático e eles precisam chegar na superfície, além disso, é preciso enfrentar estranhas criaturas das profundezas

O filme tem um orçamento considerável para um longa de ficção …

Auto da Barca do Inferno x Auto da Compadecida

comparação auto da barca do inferno e auto da compadecida
Imagem: divulgação



Comparação entre Auto da Barca do Inferno e Auto da Compadecida

Embora Auto da Barca do Inferno (1531) e Auto da Compadecida (1955), respectivamente, de Gil Vicente e Ariano Suassuna, sejam peças teatrais escritas e representadas em épocas diferentes, as duas carregam muitas características em comum, algo que pode ser explicado pela inspiração que o segundo autor obteve do primeiro.

É possível encontrar as semelhanças entre as obras de Gil Vicente e Ariano Suassuna pelas características implícitas e explicitas que os textos carregam. Por exemplo, ambas as obras Auto da Barca do Inferno e Auto da Compadecida contêm um julgamento, no qual a força do bem e a força do mal se reúnem para decidir o rumo de pessoas (já mortas). Pessoas que, por sua vez, carregam estereótipos, cuja intenção em utilizá-los é criticar um determinado grupo e não apenas uma pessoa específica. Isso se chama “personagens alegóricos” e "personagens-tipos". A primeira, por ser nítida e por não demandar muito esforço do leitor para encontrá-la, é, portanto, uma característica explicita enquanto que a segunda, por exigir um pouco mais da atenção do leitor, seria uma característica implícita.

Além dos exemplos supracitados, existem outras características nas quais os textos se assemelham, tais como: personagens planos (personagens com poucas características psicológicas), crítica social utilizando os estereótipos das personagens, crítica à hipocrisia da igreja católica (padres e bispos gananciosos), predominante durante a Idade Média e ainda muito comum em cidades pequenas, e a representação em só um ato – mesmo que haja a possibilidade de Auto da Compadecida ser representado em três atos, o autor, no decorrer da peça, deixa livre para que, assim como Auto da Barca do Inferno, ele possa ser uma peça de um só ato.

Outro fator muito interessante é a linguagem coloquial nas duas peças. Gil Vicente, cujo teatro era tido como profano por trocar as igrejas pelas praças, tinha como lema a frase “rindo, corrigem-se os costumes”, pois era através dos trocadilhos e palavrões que provocavam desconforto que ele retratava a vida real. E assim como Vicente, Suassuna não se limita quanto ao uso de palavras tidas como pesadas, mas, por se inspirar nas peças medievais e principalmente no teatro vicentino, já poderíamos expectar esse detalhe (e que faz toda diferença) na sua peça, cujo tema também é uma sátira religiosa. 


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