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REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984

Pôster do Filme Autor: Daniel Moreira   REVIEW: MULHER MARAVILHA 1984  Estamos vivendo uma revolução na forma de ver filmes, os serviços de streaming estão cada vez mais conquistando o seu espaço no dia-a-dia dos espectadores e a grande aposta do HBOMAX foi justamente a estreia de um dos maiores filmes do ano no serviço de streaming e nos cinemas ao mesmo tempo. Se isso vai ser o novo normal ou se vai trazer lucros só o tempo dirá, o fato é que Mulher Maravilha 1984 está entre nós. Atenção, essa review pode conter leves spoilers. Um artefato muito antigo criado por um Deus concede aquele que o possui o seu maior desejo, infelizmente vai parar em mãos erradas e a Mulher Maravilha precisa enfrentar o vilão e impedir o fim do mundo. Patty Jankins retorna na direção da sequência, dessa vez muito mais a vontade. Devido ao grande sucesso do primeiro filme, o estúdio deu carta branca pra ela criar a sua versão e isso é refletido nas poucas cenas de ação, nos diálogos profundos e na mensa

Beira-Mar

Foto: divulgação

Música boa, dias nublados, cores neutras, tristes e frias, história cheia de mistérios, mas não necessariamente com suspense, gente bonita, álcool, fumaça, olhos tristes, timidez, amizade verdadeira e o mar. Ah, o mar... E ainda teve gente que não gostou do filme. Como não, cara? Em termos de imagem, para mim, ele superou o Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Gostei dessa pegada semelhante aos clipes do Troye Sivan, transbordando melancolia, rebeldia e o copo de Vodka. Um minuto de silêncio para a juventude que eu nunca vou viver.

Rumo ao litoral gaúcho na tentativa de resolver alguns problemas referentes a uma herança, Martin (Mateus Almada) e Tomaz (Maurício José Barcellos) dividem uma casa à beira-mar, a qual não guarda boas lembranças, ou quase nenhuma, para um deles. E é a partir da atualidade do filme que lembranças novas se formarão.

É mais um conto de fadas gay durante a adolescência (ou por ali), que acaba dando mais enfoque aos problemas de um adolescente do que de um homossexual. Mas entendo qual foi a intenção: mostrar que não há muitas diferenças no amor e nessa fase bem conturbada.

As conversações sempre vêm acompanhadas de um silêncio, um vácuo, uma pausa entre as personagens, como se cada palavra fosse meticulosamente pensada dando impressão que há falta de proximidade entre elas ou, talvez, entre os atores. O que eu não vejo como algo negativo já que o foco do filme é os sentimentos, tanto que os motivos pelos quais Martin vai ao litoral fica subjetivo, o final fica subjetivo, a história das personagens, fora daquilo que o telespectador está assistindo, fica subjetiva. Então, isso não é uma reclamação, mas uma observação.
beira-mar filme
Foto:divulgação

O filme também brinca com as idades. Aparentemente, Martin e Tomaz são jovens, são adolescentes problemáticos aproveitando o final de semana longe de casa, mas eles têm acesso a coisas que apenas adultos têm. Não estou dizendo que eles são meio Avril Lavigne, velhos e presos a uma aparência de adolescentes. As idades não são divulgadas o que permite que quem os assiste tire suas próprias conclusões. Eu me arriscaria dizer que eles têm até 20 anos. As gírias, a linguagem informal os entregam.

E aposto que você está se perguntando: rola nudes? Rola sexo? Sim, mas de uma forma tão respeitosa, nem um pouco grosseira que eu até assistiria qualquer fim de semana desses aí no finalzinho da noite com os parentes. De 0 a 5, nota 4.

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