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Destaques

REVIEW THE MIDNIGHT GOSPEL - 1ª Temporada

Autor: Daniel Moreira
REVIEW THE MIDNIGHT GOSPEL - 1ª Temporada
Antes tarde do que nunca! Mais de 4 mês após o lançamento de The Midnight Gospel na Netflix eu finalmente fui assistir a essa viagem filosófica.  Talvez a minha nova smart TV gigantesta tenha contribuído para eu começar a apreciar os visuais psicodélicos e surreais do podcast, digo, do seriado.
Acompanhamos a história de Clancy, um podcaster que viaja através de um simulador de universos procurando boas histórias, cada episódio o nosso protagonista visita um mundo diferente e grava entrevistas para transmitir para quem quiser ouvir. Criada por Pendleton Ward de Hora de Aventura e Duncan Trussell, comediante e host do podcast  Duncan Trussell Family Hour, que serviu de inspiração e fonte direta para todos episódios.
O tema principal da série é a influência do apocalipse na vida das pessoas, quais são as reverberações que tal acontecimento gera, por isso, em cada episódio mostra o Clancy acompanhando o final de um mundo. Qu…

Como Falar Com Um Viúvo (Jonathan Tropper)

Como Falar Com Um Viúvo

Depois de perder sua esposa, Hailey, da pior maneira para a morte, Douglas Parker faz da sua coluna, Como Falar Com Um Viúvo, na M Magazine, seu ponto de desabafo, e posteriormente um sucesso.

Aos 29 anos, o glamouroso luto é um dos muitos problemas que Doug tenta se livrar. Agora, responsável pela casa de Hailey, e também pelo seu filho, Russ, ele precisa assumir um papel maduro, que até então não tinha. Para isso ele conta com ajuda da sua recém divorciada irmã gêmea, Claire, que apesar de ter dividido o mesmo útero, eles se parecem exatamente em nada.

Como Falar Com Um Viúvo

O livro põe outros problemas, alguns até desnecessários, ou que não nos permitem vê-los como problemas, como o fato da mãe de Doug ainda agir como atriz famosa. Uma estrela nunca morre, meu filho. E também tem aqueles um pouco mais sério como, por exemplo, conseguir a guarda de Russ e o AVC do seu pai que continuamente dá surto de memórias e, até, trocas de personalidade repentinamente.

O livro é engraçado, visto do ponto de vista triste, mas bem humorado, de um homem. Então, às vezes, se você não se sentir à vontade com o universo masculino, ele pode te incomodar um pouco. Eu gostei da história e dos personagens bem construídos. O autor soube fazer uma mixagem do presente e do passado de forma clara, que o leitor não se perca nas mudanças de ambiente.

A tradução ficou ótima, mas, umas duas vezes, eu encontrei erros de digitação. Coisas que acontecem, né, gente? Errar é humano. Quem nunca cometeu um misspelling que a tire a primeira pedra.

Eu amei o exemplar, e a capa, que no inicio do livro eu achava que deveria ser mais dark, mais emo-gótico porque, afinal, é luto, sabe? Mas depois que pude entender o porquê duma capa na vibe das micaretas baiana. O livro é muito engraçado, apesar do luto de Doug.

Ainda sobre o exemplar: as folhas são grossas e amareladas. O autor preferiu não usar sua foto na orelha do livro (tá, mas onde isso vai mudar minha vida?). O livro é divido em quarenta-e-poucos capítulos (41) e subcapítulos dentro destes. A capa é um amorzinho para dobrar e não amassar. E, gente, que final foi esse? O livro não poderia ter tido um final melhor. Ou seja, vou para por aqui porque meus dedos estão coçando, loucos para dar spoiler. Leiam-o.

Editora: Sextante/ Páginas: 270/ ISBN: 978-85-99296-62-2

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